— Tu tá me chamando pra fugir de mim mesmo? — Perguntei, achando que ela ficado piroca da cabeça de vez.
— É, tu quer fugir comigo? — Repetiu a proposta, ignorando a lógica por trás do que ela tava falando.
— Pra onde?
— Sei lá, pra qualquer lugar... — Ela deu de ombros. — Tu vem comigo ou não?
Dei um sorriso de canto e andei o suficiente pra ficar só uns passos atrás dela. Marina não disse nada, mas voltou a caminhar por aí, sem me dizer nem pra onde ela tava pretendendo ir. Ela só foi andando, cruzando um monte de vielas e ruas, enquanto eu ia observando ela pelo canto dos olhos. O vestido tava mais curto do que quando ela tinha saído com ele de casa ontem a noite e, descalça como estava, ela parecia muito menor em altura. Os cabelos no meio das costas estavam muito rebeldes... Ela ficava linda pra caralho toda arrumada, mas daquele jeito, eu sei lá irmão, me dava um negócio diferente. Daquele jeito ela parecia que tinha acabado de sair da minha cama... parecia maravilhosa demais pra ser de verdade.
— Tem algum lugar pra onde tu tá indo? Ou só andando sem rumo por aí? — Perguntei depois de um tempo, enquanto a gente andava pela Dioneia.
— Cara, tu nunca fugiu na sua vida não? — Ela disse meio sem paciência, olhando pra trás enquanto seguia caminhando. — É sobre a emoção de fazer um negócio errado, um negócio proibido pra fazer o coração bater mais forte, não tá ligado não?
— Calmou, calmou, segura aí. — Segurei pela pro pulso parando de andar. — Isso tudo é porque tu quer sentir seu coração bater mais forte? Eu tô desde 3h da manhã atrás de tu porque tu queria... — Eu ri. Caralho, eu ri muito.
— Seu otário. — Ela fechou a cara pra mim e virou as costas pra seguir andando sem mim, enquanto eu ria da cara dela no lugar.
Ela podia só ter falado mais cedo...
Corri atrás dela, que já tinha tomado uma distância de mim e peguei ela pelo braço, arrastando ela por dentro do primeiro beco que eu vi, daquele que cruzava a Dioneia e saía quase lá no Portão Vermelho.
— Me solta, porra. — Ela foi gritando no meu ouvido de um jeito que já foi azedando meu humor de novo. Nina tinha um talento pra me tirar do sério.
— Ou. — Joguei ela contra a parede de azulejo de uma casa, logo embaixo de uma janela... de uma não, né? De uma porrada de janela. Nas vielas da Dioneia, os barracos e as casas eram bem altos e muito juntos. Era uma porrada de gente morando muito próximo.
— Ou o que? — O tom de voz alto dela ia estragar o caralho do meu plano e, irmão, eu jurava por Deus que se ela acordasse os vizinhos, eu não ia ficar caçando outro lugar não. Ia arruinar a porra da reputação dela naquela favela no foda-se.
— Cala a boca. — Agarrei a mandíbula dela, apertando as bochechas com os dedos pra fazer ela ficar quieta. Seus olhos me olharam com raiva e eu aproximei meu corpo do dela, enfiando meu nariz no seu pescoço pra sentir o cheiro do seu perfume. Aquele que ela usava desde sempre... aquele cheiro atalcado, meio amadeirado, misturando com o cheiro da sua pele e da porra da festa onde ela tava. Era bom demais, puxei o ar pelo nariz, quase como se eu tivesse tragando ela pra dentro de mim. Ao meu redor só tinha a Marina.
Apertei sua cintura com força, puxando ela pra mim. Senti ela amolecer contra mim, suspirar e colocar os braços ao redor do meu pescoço. Procurei a boca dela, beijando ela com força, com raiva, enquanto uma mão buscava seus cabelos na base na nuca. Puxei sua cabeça pra trás, olhando no seus olhos, enquanto um dos meus joelhos separava as suas pernas e eu me apertava contra ela na parede.
— O que que você tá fazendo? — Sussurrou pra mim, se fingindo de indignada, sentindo como com a mão livre eu subia o vestido dela sem paciência nenhuma, até a altura da cintura. — Tu tá me deixando pelada em público, caralho.
— Tu não queria fazer um negócio errado? — Perguntei no mesmo tom, pegando ela pela ombro e virando seu corpo de um jeito que ela ficasse de costas pra mim. Coloquei uma mão na lateral da sua cabeça, pressionando contra a parede, enquanto agarrava sua cintura com a outra.
Maluco, nem eu devia saber que porras eu tava fazendo, só que eu tava com um tesão do caralho. Aquela bunda imoral de tão bonita tava virando minha cabeça, irmão... só por eu ter a ideia de comer ela ai num beco qualquer da favela já era doideira demais pra mim. Todo mundo me conhecia, caralho, se qualquer pessoa me visse ali quem ia segurar a língua dos fofoqueiros dessa favela?
Só que, puta que pariu, na minha mente só conseguia imaginar tudo dentro. Pressionei meu pau contra ela e senti a Nina mover a bunda muito devagar contra mim, sarrando contra mim. Caralho, irmão... Ela tava evaporando com a minha sanidade, eu tava ficando doido que nem ela.
— Vagabunda. — Sussurrei, sentindo a fricção fazer meu corpo tremer. Puxei a calcinha dela pro lado, passando meu dedo indicador pela buceta dela. Ela tava se fazendo, mas tava molhada pra porra. Foi ali que eu me perdi de vez. — Ah, caralho... — Murmurei, enfiando dois dedos dentro dela com a maior facilidade do mundo, sentindo um arrepio fodido. Essa filha da puta tava excitada pra caralho e eu era o homem mais fodido do mundo com ela.
Abri minha calça com pressa, tirando meu pau da calça. Porra, ele tava latejando demais, chegava a estar doendo. Soltei o ar com força pela boca, encostando a testa nas costas da Nina, me curvando sobre o corpo dela, que se empinava pra chegar o mais perto possível do meu pau, enquanto eu continuava segurando a cabeça dela contra a parede.
Porra, irmão, quando eu coloquei, que meu caralho só escorregou pra dentro dela... tão quente, tão apertado contra mim... Não dava nem pra descrever o quanto aquilo aplacou a porra do frenesi que eu tava sentindo, era um necessidade muito visceral que ia me consumindo, me queimando inteiro. Empurrei tudo contra ela, que deu um gritinho abafado de surpresa.
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Coração em Guerra
Romanceㅤㅤ"Sou a morte, o diabo, o capeta, a careta que te assombra quando fecha o olho. Sou seu colete à prova de balas, seu ouvido à prova de falas... Eu vou tomar nosso mundo de volta." Djonga ㅤㅤㅤHá 5 anos ela foi acusada de trair o homem a quem ela amav...
