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Eu ri da cara de puta que ela fez, quando falou da Nina e eu imaginei ela se recusando a levar ela nas costas por aí. Nem pensei em falar que não, só abaixei e chamei ela, que deu um pulinho animado e veio pular no meu pescoço por trás. Eu segurei as pernas dela perto da minha cintura e fui com ela assim pra cozinha, pegar os trecos que a Nina tinha derretido mais cedo.

Ela tava animada comigo e eu me senti bem com aquilo. Porra, mais que bem, eu me senti feliz. Maria foi rindo no meu ouvido e apertando as mãos no meu pescoço. Subi com ela pro quarto do 2° andar e coloquei ela na cama, junto com o pote de chocolate, que ela comeu com a colher até cansar. Irmão, puta que pariu, ela era tão linda... Tão bonitinha. Porra.

— Pai, cadê minha mãe? — Eu ia morrer um pouco por dentro toda vez que ela me chamasse de pai, cara. Foda.

— Não sei não, deve estar tomando banho, Ísis. — Falei, sentado na cama dela, que deitou e se enrolou numa bolinha com os lençóis em cima dela. Ela me olhou com sono e eu levantei pra ir desligar as luzes, deixando só abajur do lado da cama ligado. Ela ficou quietinha na dela, me olhando, enquanto eu andava pelo quarto, olhando tudo.

Depois de um tempinho, ela se remexeu de novo, bocejando e abraçando os panos do lençól. Fiquei num cantinho observando o sono ir apagando ela.

— Quero minha mãe... — Reclamou de olhos fechados. Eu me aproximei uns passos dela, parando bem do lado da cama.

— Vou ver onde ela tá pra você, fechou? — Sussurrei pra ela que deu um sorrisinho e concordou com a cabeça. Fiz um carinho na cabeça dela e fui trancar a porta da varanda, antes de sair do quarto, deixando a porta encostada.

Dei uma geral na casa, passei no primeiro andar, do lado de fora, abrindo todas as portas pra ver cadê ela. No final do corredor do 2° andar mesmo, no que devia ser o banheiro mais escondido da casa, estava a demônia. Pelo tempo que tinha passado, eu realmente não tava esperando que ela ainda tivesse tomando banho, mas era exatamente isso o que tava rolando. Abri a porta branca e, na mesma hora, bati o olho no corpo bronzeado mergulhado na banheira, no rosto, uma expressão feliz e relaxada.

Eu não consegui nem falar nada quando entrei, mas não consegui sair também. Ela não me percebeu na hora e meu olhar grudou nela. Bufei, me encostando na parede, não conseguindo me impedir de aproveitar a visão por um milésimo de segundo antes do sentimento de culpa vir me atormentar. Sei lá, irmão, ela só podia fazer essas coisas pra me foder o juízo, não tinha outra explicação.

Meus olhos desceram das pernas bonitas, que estavam descansando fora da banheira, com os pés na parede, para as coxas grossas... Porra, cara, graças a Deus, a água não me deixou ver tudo o que eu queria, se não eu nem sabia o que eu ia fazer ali. Tava foda, irmão... Depois que eu tinha feito a cagada de comer ela uns dias antes, eu não conseguia mais me focar em nada. 

Era uma maldição mesmo, não podia ser outra coisa. O que eu devia era ter controle o suficiente pra meter o pé dali, mas nem isso. Ela era gostosa demais, demais. Aquele corpo sempre tinha me deixado maluco, desde que eu tinha conhecido ela era assim. Era esse o poder que ela tinha sobre mim. Meu olhos percorreram a marquinha de biquini suave que ia da dobra do seu pescoço, pelo colo, até o peito bonito, maior do que eu me lembrava, com o biquinho enrijecido pelo contato com a água. Inferno de mulher.

Ela abriu os olhos e deu um gritinho fino quando me viu ali.

— Que isso, porra? — Reclamou, me olhando e fingindo estar chocada.

— Tá achando que minha casa é SPA? — Falei com a minha garganta arranhando. Engoli em seco.

— Já tô saindo... — Ela se defendeu, sentando direito, literalmente mostrando o peito pra mim na maior naturalidade do mundo. É, porra, ela fazia de propósito. Não que tivesse alguma coisa que eu já não tivesse visto muitas vezes na vida, mas caralho, eu era homem. Se ela não fazia pra me deixar de pau duro e se satisfazer com isso, eu não sabia o que era.

Encostei a cabeça na mão, negando com a cabeça e olhando pra ela com irritação. Eu senti meu pau dar sinal de vida. Foda, irmão.

— Não vai me dar licença não? — Perguntou, cruzando os braços. — Aliás, tu veio aqui me ver tomar banho.

— Maria Ísis tava chamando por você. — Expliquei, dando uns socos discretos com a lateral do punho no ladrilho da parede, enquanto me virava pra ir embora. — Se tu demorar, eu vou cortar a água.

— Grosso. — Reclamou e, enquanto saía, ouvi o barulho da água começando a escoar da banheira para o ralo.

Coração em GuerraHistórias para pegar e não largar. Descubra agora