— Coe, TK. Cadê o balão que tu me prometeu? — Perguntei, indo dar um abraço de lado nele. Não pude deixar de reparar em quem veio com ele e umas mulheres do lado. Ele, aquele mesmo... Esse quem tão pensando mesmo. Felizmente eu tava tranquilona, nada mais me abalava aquela noite.
— Que isso, tá na emoção já? Isso porque tu nem queria vir, hein?!
— Que sono resiste a um teco bem dado? — Brinquei. Ele me chamou com a mão pra gente subir. — Tenho que achar o meu pessoal, mano. Fiquei aqui pra tomar um ar e olha no que deu.
— Te levo, po. — Ele falou, me mandando passar na frente. Até dentro da casa estava cheio, porra. Muita gente... Ele esperou o Barbás entrar, até porque o dever dele era proteger o cuzão, antes de seguir comigo. Foi ai que a tranquilidade foi pro saco, porque logo a dona que eu tinha brigado no inicio da semana deu as caras. Respondi o olhar nojento que a Sandra deu pra mim e ai já viu a merda. O TK tirou um baseado no bolso na mesma hora e botou minha frente. — Fuma ai, filha. Sem caô essa noite, pelo amor de Deus, hein?! Vai curtir nessa porra.
— Agora sim. — Sorri e coloquei na boca, ele acendeu pra mim. Dei a primeira tragada e segurei a fumaça o máximo que eu pude antes de soltar. Cacete, achei que fosse desmaiar no grau que deu. — Ai, puta que pariu. — Ri, sentindo o humor melhorar em mil vezes. Subimos todos nós pro último andar (era o 4°, eu acho... era tanta escada que eu me perdi na contagem) e lá, achamos o meu grupo.
— Achei que tinha morrido, miga. — A Lila veio jogar a braço no meu pescoço. Ela deu uma risadinha em ver as pessoas em quem eu tava na companhia. — Só as amizades. — Zoou, cumprimentando o TK e o Barbás. O pessoal acabou que resolveu juntar e ficou todo mundo ali entrosando. Quer dizer... os machos se juntaram numa rodinha só deles, sentaram e ficaram fumando um beck e bebendo num canto. Eu e as minas fomos dançar ali no parapeito, olhando pro movimento lá embaixo. Fui indo na onda dos balão, fumando um atrás do outro. Já que hoje eu ia ser bancada, eu ia fazer direito, po. Quando eu fui buscar o 4° com o Tulio, ele me parou pra tirar com a minha cara.
— Tá dando prejuizo, hein? Vai cair dura ai qualquer hora. Vai vendo, menor. — Ele acendeu um e passou pra mim.
— Lança na mão e xereca no chão, bebê. — Dei uma risadinha, cantando a música pra ele. — Hoje eu tô só no natural, po.
Ele todos estavam bebendo pra cacete ali, só virando um Red Label que tava ali no gelo, enquanto fumavam 1. O Russo tava com o olho vermelho já (eu imaginava que o meu tivesse também), o TK virando todas e até o Barbás tava meio risonho, o que era estranho pra caralho. Eu tentava nem olhar muito pra ele, devolver a indiferença dele, mas olha... que homem bonito da porra. Aquele arrependimento bateu de ter quebrado a moto dele. Agora o escroto fingia que eu não existia na maior parte do tempo que a gente dividia um ambiente e sempre que abria a boca pra falar comigo, era grosso que nem uma mula. Eu tava com raiva, sabe como é? Era um saco ser tratada daquela maneiro, bicho rancoroso do caralho.
Naquela hora me deu um estalo na cabeça, bem no meio na onda doida. Eu ia descobrir se ele era de ferro mesmo, testar até onde ia o autocontrole dele. Vamo ver se até o final da noite o filho da puta ainda ia conseguir fingir que eu não estava ali e que não era com ele.
Diziam por ai que uma mulher que conhecia o seu poder era uma fenômeno da natureza. O papo era esse, né?!
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Amor na Guerra
Romanceㅤㅤ ㅤ"Geral quer ser rei, conspiram pro tempo que não espera. Impérios caem com novos reis, os tempos passam a ser de guerra." MC Marechal ㅤㅤ ㅤO sonho do moleque é ser chefe, o do vapor, do gerente e do segurança também é. O sonho do chefe é sobreviv...
