Natasha soltou uma risada. Não foi uma risada de alegria, nem de humor. Foi um som seco, curto e afiado como o barulho de um ferrolho sendo puxado.
Ela girou a faca tática na mão, a ponta apontada casualmente para o coração do bruxo mais poderoso do mundo.
— Você tem muita coragem, velhote — disse ela, inclinando a cabeça. — Ou muita arrogância.
— Geralmente me acusam de ambos — respondeu Dumbledore, sem se mover.
— Por que eu deveria acreditar em você? — Natasha estreitou os olhos. — Você invade meu esconderijo, apaga meu parceiro e agora diz que sabe sobre os meus pesadelos. Por que eu não deveria acreditar que é você quem está colocando essas coisas na minha cabeça?
Ela se levantou do sofá, a postura agressiva.
— Bruxos mexem com a mente, não é? Vocês apagam memórias, implantam ideias. Quem me garante que isso não é uma tática para me manipular? Para me fazer visitar a menina e... sei lá, servir aos seus propósitos?
Dumbledore suspirou e, pela primeira vez, pareceu genuinamente cansado. A idade em seus olhos pesou.
— Se eu quisesse manipulá-la, Natasha, você já estaria fazendo o que eu quero sem nem questionar. E se eu quisesse a Srta. Potter... bem, ela já está exatamente onde eu queria que estivesse.
Ele apontou para o espaço vazio entre eles.
— Emma está segura na Toca. Harry está seguro. Eles têm um lar. Eu não ganho nada atormentando você. Eu não preciso de você para protegê-los agora. As proteções mágicas já estão ativas.
A lógica era irritantemente sólida. Natasha sabia reconhecer quando alguém não tinha nada a ganhar.
— Então por quê? — perguntou ela, baixando a faca milímetros. — Por que o sonho?
— Porque eu também o vejo — confessou Dumbledore, a voz suave. — Todas as noites. Eu vejo Lilian. Eu vejo o medo dela. E eu vejo você.
Dumbledore olhou para as mãos enrugadas sobre o colo.
— Eu fui professor de Lilian. Fui mentor dela na Ordem da Fênix. Eu me orgulhava de saber tudo o que acontecia na vida dos meus alunos. Eu sabia quem eram seus amigos, seus inimigos, seus segredos. — Ele levantou o olhar para Natasha. — Ou pelo menos, eu achava que sabia.
Havia uma humildade dolorosa na confissão dele.
— Aparentemente, Lilian Evans guardava segredos melhor do que eu. Ela tinha uma amiga que escapou totalmente do meu radar. Uma amiga em quem ela confiava mais do que em mim para salvar a filha.
Natasha sentiu um aperto no peito. Uma amiga. A palavra soava estranha, mas certa.
— O sonho não é um ataque, Natasha — continuou Dumbledore. — É um eco. Uma memória que foi gritada com tanta força e desespero no momento da morte dela que se recusou a morrer. Ela está tentando voltar para você. Mas sua mente... sua mente foi treinada para bloquear o passado.
— Minha mente foi quebrada para esquecer o passado — corrigiu Natasha, ríspida. — A Sala Vermelha não deixa pontas soltas.
— Eu posso consertar isso — ofereceu Dumbledore. — Eu posso ajudar você a trazer essa memória à tona. Sem dor. Sem pesadelos. Apenas a verdade. E então, entenderemos por que existe essa conexão entre você e a Emma. Por que a magia dela reconhece você.
Natasha olhou para Steve, que dormia profundamente na cadeira ao lado. Ela olhou para a chuva lá fora.
Ela estava cansada. Cansada de acordar suando. Cansada de sentir saudade de alguém que ela nem deveria conhecer. Cansada de ter um buraco na memória onde deveria haver o rosto de uma amiga.
Ela guardou a faca na bota.
— Eu tenho uma missão — disse Natasha, a voz voltando ao tom profissional. — Tem um dispositivo alienígena ou mágico pulsando em algum lugar de Londres. Eu não vou abandonar isso. Pessoas podem morrer.
Dumbledore assentiu, respeitoso.
— Eu não esperaria menos de você. Termine o que veio fazer.
— Assim que eu acabar aqui... assim que o relatório for entregue e Londres estiver segura... — Natasha hesitou, depois encarou Dumbledore. — Eu procuro você.
— Não será necessário — disse Dumbledore, levantando-se da cadeira com uma leveza surpreendente. As vestes azul-meia-noite ondularam ao redor dele.
— Como não? Você não tem celular.
— Eu saberei quando você estiver pronta — disse ele, com um sorriso enigmático. — Magia, lembra? Você não precisa me procurar, Natasha. Eu acharei você.
Ele caminhou até o centro da sala.
— Ah, e sobre o dispositivo que vocês estão caçando... — Dumbledore parou. — Cuidado com as sombras antigas. Nem tudo que brilha é tecnologia.
E com um estalo alto, como um chicote estalando, Albus Dumbledore desapareceu no ar.
Natasha piscou, sozinha novamente na sala úmida.
No mesmo instante, Steve Rogers puxou o ar com força, acordando num sobressalto, o escudo subindo instintivamente para a posição de defesa.
— O quê?! Onde?! — Steve olhou ao redor, os olhos arregalados. — Nat? Eu... eu dormi?
Ele olhou para o relógio.
— Cinco minutos? Eu apaguei por cinco minutos? — Steve parecia confuso e culpado. — Desculpe, Nat. Eu juro que estava vigiando. Acho que o cansaço bateu mais forte do que...
Ele parou, farejando o ar.
— Que cheiro é esse? Parece... limão?
Natasha olhou para o lugar onde Dumbledore estivera. Havia, de fato, um leve aroma de sorvete de limão no ar mofado do subsolo.
Ela se sentou no sofá, pegando sua arma para limpar novamente, escondendo o tremor nas mãos.
— Deve ser o sabão da lavanderia em cima da gente, Steve — mentiu ela, tranquila. — Relaxe. Você precisava descansar.
— Você está bem? — perguntou Steve, notando algo diferente na expressão dela. — Conseguiu dormir?
Natasha olhou para ele. Pela primeira vez em meses, o medo do pesadelo tinha sido substituído por outra coisa: determinação. Ela ia descobrir a verdade. Ela ia lembrar de Lilian Potter.
— Sim, Steve — disse ela. — Eu estou bem. Vamos voltar ao trabalho. Temos um culto para desmontar.
Steve assentiu, confiando nela.
Mas Natasha sabia que, assim que aquela missão acabasse, ela teria um encontro marcado não com um espião ou um terrorista, mas com um mago. E esse encontro a assustava mais do que qualquer guerra.
A chuva em Londres tinha mudado. Não era mais apenas água; era eletricidade líquida. O céu sobre a Torre de Londres não estava preto, mas tingido de um roxo doentio e azul neon, girando em um vórtice que fazia os cabelos da nuca de Natasha se arrepiarem.
— O perímetro está rompido — a voz de Steve Rogers cortou o som do vento no comunicador. Ele estava posicionado no pátio inferior da Torre Branca. — Nat, estou vendo movimento nas muralhas. Eles não estão tentando se esconder mais.
Natasha estava empoleirada em uma gárgula de pedra, três andares acima. A água escorria por seu traje tático, mas ela nem piscava. Seus olhos varriam o complexo histórico.
— Eles estão acelerando o protocolo — respondeu ela, ajustando a mira de seu rifle de precisão modificado pela S.H.I.E.L.D. — O dispositivo está no topo da Torre Branca. A leitura de energia está crítica. Se aquilo abrir um portal, Londres vai ter visitantes indesejados.
— Vamos entrar — ordenou Steve. — Eu vou pela porta da frente.
— Você sempre vai pela porta da frente, Rogers — Natasha suspirou, guardando o rifle e sacando seus bastões de choque. — Eu cubro seus pontos cegos.
O Capitão América não esperou. Ele correu pelo pátio de paralelepípedos, o escudo erguido.
— S.H.I.E.L.D.! Rendam-se!
A resposta foi imediata. Uma rajada de energia azul explodiu das ameias, atingindo o escudo de Steve com a força de um trem de carga. Ele deslizou para trás, as botas rasgando a pedra, mas não caiu.
— Contato! — gritou ele.
Mercenários — os mesmos cultistas do armazém, mas agora reforçados com armaduras estranhas e brilhantes — pularam das sombras. Eram rápidos, fortes demais para humanos comuns.
Natasha saltou.
Ela desceu usando um cabo de rapel, aterrissando com precisão cirúrgica nas costas de um atirador que mirava na cabeça de Steve. O som dos ossos do pescoço dele estalando foi abafado pelo trovão.
Ela rolou, levantando-se com os bastões Widow's Bite zumbindo em azul elétrico.
— Esquerda! — avisou ela.
Steve girou, o escudo decapitando a arma de um mercenário enquanto Natasha deslizava por baixo de seu braço, eletrocutando o joelho do oponente. Eles lutavam em sincronia perfeita, uma dança de vibranium e agilidade letal.
Mas havia muitos deles. E eles não sentiam dor.
— O Tesseract! — gritou Steve, apontando para o topo da torre. — Eles estão com a maleta!
No alto da Torre Branca, uma figura alta estava parada diante de um dispositivo que segurava um cubo azul brilhante. O Tesseract.
A figura se virou. Não era um mercenário.
Usava um longo casaco de couro verde e preto, um capacete com chifres dourados curvos e segurava um cetro que brilhava com uma luz amarela malévola. O sorriso em seu rosto era frio, arrogante e terrivelmente divertido.
Loki.
— Ah, as formigas vieram para o piquenique — a voz dele não foi gritada, mas ecoou na mente de Natasha e Steve como se ele estivesse sussurrando em seus ouvidos. — Tão previsíveis. Tão... frágeis.
Loki levantou o cetro.
Uma onda de choque de pura energia cinética foi disparada.
— Steve, cuidado! — Natasha se jogou na frente, empurrando o Capitão.
A explosão atingiu o chão onde eles estavam. Steve foi jogado contra uma parede de pedra, o escudo absorvendo o impacto, mas o deixando atordoado.
Natasha, no entanto, foi pega pela borda da explosão.
Ela foi arremessada como uma boneca de pano. Seu corpo voou três metros e colidiu violentamente contra a quina de uma mureta de pedra maciça.
CRAAAACK.
O som foi nauseante. Natasha sentiu uma dor branca e cegante explodir em seu lado direito. O ar foi expulso de seus pulmões instantaneamente. Ela caiu no chão molhado, rolando, tentando respirar, mas cada tentativa era como se uma faca quente estivesse sendo girada dentro de seu peito.
Costelas quebradas. Pelo menos duas. Talvez perfurando algo.
— Nat! — Steve gritou, tentando se levantar, mas sendo cercado por quatro mercenários.
Loki desceu flutuando do topo da torre, pousando suavemente no pátio. Ele caminhou em direção a Natasha, que tentava se erguer sobre os cotovelos, tossindo sangue.
— A famosa Viúva Negra — zombou Loki, parando diante dela. Ele olhou para ela com um misto de curiosidade e nojo. — Eu vejo sua mente, mortal. É uma bagunça de sangue e arrependimento. E agora... medo?
Loki inclinou a cabeça.
— Não medo da morte. Medo de falhar com... uma criança?
Natasha congelou. A dor física sumiu por um segundo, substituída pelo terror gelado. Ele sabe.
Ela rosnou, forçando seu corpo a se mover. Adrenalina inundou seu sistema, mascarando a agonia das costelas quebradas.
— Fique longe da minha cabeça — sibilou ela.
Com um grito de esforço, Natasha girou as pernas, tentando uma rasteira. Loki nem se moveu. Ele apenas riu e chutou Natasha no estômago, exatamente sobre a lesão.
A dor foi tão intensa que a visão de Natasha escureceu. Ela gritou, encolhendo-se no chão.
— Patético — disse Loki, apontando o cetro para a cabeça dela. — Vou fazer um favor a você e apagar esse livro vermelho de uma vez por todas.
A ponta do cetro brilhou. Natasha olhou para a luz da morte, sua mão tateando a bota em busca de uma faca, recusando-se a morrer deitada. Emma, ela pensou. Desculpe.
CABRUM!
O céu se partiu ao meio.
Não foi um trovão comum. Foi um rugido que fez a própria Torre de Londres tremer em suas fundações seculares. Um raio, grosso como um tronco de árvore e brilhante como o sol, desceu dos céus e atingiu o pátio, exatamente entre Loki e Natasha.
A onda de choque jogou Loki para trás.
Quando a poeira e a fumaça baixaram, uma cratera fumegante marcava o chão. E no centro dela, ajoelhado com um martelo prateado na mão, estava um deus.
Cabelos loiros, capa vermelha, armadura prateada.
Thor se levantou, os olhos faiscando com eletricidade real. Ele apontou o Mjolnir para o irmão.
— LOKI! — A voz de Thor era um trovão por si só. — Basta! Entregue o Tesseract e renda-se!
Loki se levantou, limpando a poeira de seu casaco verde, o sorriso arrogante voltando ao rosto, embora seus olhos mostrassem cautela.
— Irmão — disse Loki, abrindo os braços. — Você sempre faz uma entrada tão barulhenta. Estava com saudades?
— Eu não vim para jogos! — Thor avançou. — Você ameaça este reino! Você rouba tesouros de Asgard!
— Eu estou libertando-os! — gritou Loki, disparando um raio de energia do cetro contra Thor.
Thor bloqueou com o martelo e lançou o Mjolnir. Loki se teleportou numa nuvem de fumaça verde, reaparecendo em cima da muralha.
Enquanto os deuses começavam sua batalha destrutiva, destruindo gárgulas e lançando raios que iluminavam Londres inteira, Steve Rogers correu até Natasha.
— Nat! — Ele se ajoelhou ao lado dela, vendo o sangue no canto da boca dela e a forma como ela protegia as costelas. — Você está ferida. Precisamos sair daqui.
— Não! — Natasha agarrou o braço de Steve com uma força surpreendente. Ela estava pálida, suando frio, mas seus olhos queimavam com determinação. — O Tesseract. Olha!
Ela apontou. No caos da batalha entre Thor e Loki, a maleta com o Cubo tinha caído perto da entrada da Torre Branca. Estava desprotegida.
— Deixe o Thor lidar com o Loki — ofegou Natasha, lutando para ficar de pé. Ela gemeu quando as costelas protestaram, mas travou o maxilar e ficou ereta. — Nós temos uma missão. Pegar o cubo.
— Você não consegue andar, Nat — argumentou Steve.
— Me veja tentar. — Ela deu um passo, vacilante, mas firme. — Vamos, Rogers! Antes que um daqueles raios atinja a maleta e mande a gente para outra dimensão!
Steve viu que não adiantava discutir. Ele assentiu, colocou o braço dela sobre seu ombro para dar apoio e ergueu o escudo com a outra mão.
— Fique perto de mim.
Eles avançaram pelo campo de batalha. Raios e magia verde cruzavam o ar. Pedras voavam.
— Esquerda! — gritou Natasha, disparando sua pistola com a mão livre, derrubando um mercenário que tentava interceptá-los.
Steve usava o escudo como um aríete, abrindo caminho entre os destroços.
Eles estavam a dez metros da maleta.
Loki, lá do alto, viu o movimento.
— Ah, não! O prêmio é meu! — Ele ignorou Thor e mergulhou em direção a Steve e Natasha, o cetro pronto para empalar.
— Thor! — gritou Steve.
O Deus do Trovão entendeu. Ele girou o Mjolnir numa velocidade alucinante e o lançou. O martelo atingiu Loki no meio do peito, jogando-o violentamente contra a parede da torre, longe das duas formigas humanas.
— Vão! — gritou Thor para eles. — Eu cuido dele!
Steve e Natasha chegaram à maleta. Steve a pegou. O brilho azul pulsava através do metal reforçado.
— Temos o pacote! — gritou Steve no rádio. — Fury, extração agora!
Loki, se recuperando do golpe, viu que tinha perdido a vantagem tática. O Tesseract estava com o Capitão. Thor estava bloqueando seu caminho. E os jatos da S.H.I.E.L.D. começavam a aparecer no horizonte.
Ele olhou para Natasha uma última vez, seus olhos frios prometendo vingança.
— Isso não acabou — sibilou ele.
Loki ergueu o cetro. Mas em vez de atacar, ele criou uma ilusão massiva — dezenas de Lokis apareceram no pátio, confundindo Thor.
No meio da confusão, o verdadeiro Loki dissolveu-se em sombras e desapareceu, deixando apenas sua risada ecoando nas pedras antigas.
— Covarde! — rugiu Thor, destruindo as ilusões com um relâmpago.
O silêncio caiu sobre o pátio destruído, quebrado apenas pela chuva e pelas sirenes distantes.
Thor caminhou até os humanos. Ele olhou para Steve, depois para Natasha, que agora estava apoiada numa parede, segurando o lado do corpo, a respiração superficial e rápida.
— Vocês lutaram bravamente — disse Thor, sua voz grave cheia de respeito. — Para mortais.
— Obrigado pela ajuda, Point Break — murmurou Natasha, usando o humor para não desmaiar de dor.
Thor olhou para o ferimento dela.
— Você está quebrada, guerreira.
— Eu já estive pior — mentiu ela.
Steve se aproximou, preocupado.
— Nat, o jato está pousando no pátio sul. Precisamos de um médico. Agora.
Natasha assentiu, a adrenalina finalmente baixando, deixando a dor entrar com força total. Suas pernas cederam.
Steve a pegou antes que ela tocasse o chão, erguendo-a em seus braços com cuidado, como se ela fosse feita de vidro.
— Eu peguei você — disse ele, repetindo a frase que ela dissera a Emma meses atrás.
Natasha encostou a cabeça no peito blindado do Capitão. Ela olhou para a maleta com o Tesseract na mão dele. Missão cumprida. O mundo estava salvo. Emma estava salva.
— Steve... — sussurrou ela, a visão ficando turva.
— Aguenta firme, Nat.
— O Dumbledore... — ela murmurou, delirando levemente pela dor. — Ele disse que vinha.
— O quê? Quem? — Steve franziu a testa, correndo em direção ao jato que pousava.
— O velho... do limão...
Natasha fechou os olhos. A escuridão a levou, mas desta vez, não havia pesadelos. Havia apenas a certeza de que ela tinha sobrevivido a deuses e monstros mais uma vez. E se ela sobreviveu... ela poderia cobrar a promessa do bruxo. Ela ia lembrar.
Ala Médica da Base Aérea da S.H.I.E.L.D., Londres
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Daughter of No One
ФанфикшнHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
