O elevador subia lentamente, cada andar parecendo uma eternidade. Natasha sentia o coração bater forte, uma mistura de antecipação e adrenalina. James, ao seu lado, mantinha a postura habitual, mas seus olhos, esses sim, entregavam a intensidade do momento. O beijo começou sutil, um toque de lábios que logo se aprofundou, explorando cada centímetro da boca um do outro. O espaço apertado do elevador se tornou um universo particular, onde apenas eles existiam. As mãos de James deslizaram pela cintura de Natasha, aprofundando o contato, enquanto ela, com a mesma intensidade, afundava os dedos nos cabelos dele.A porta do elevador se abriu, revelando o saguão do prédio. O beijo foi interrompido a contragosto, mas a conexão permaneceu palpável. James segurou a mão de Natasha, entrelaçando seus dedos, e juntos caminharam em direção à porta do apartamento. A chave girou na fechadura, e eles entraram.
— Quieto, — Natasha sussurrou, o dedo nos lábios, — Emma está dormindo.
James assentiu, o olhar fixo nela, a promessa de silêncio e intensidade pairando no ar. A porta se fechou atrás deles, e o mundo exterior desapareceu.No corredor, a roupa começou a ser descartada com urgência. Cada peça que caía no chão era um passo a mais em direção àquele momento. Mas a pressa era apenas física. O sexo, aquele que viria a seguir, seria lento, meticuloso, digno da história que eles construíram juntos.Entraram no quarto. A penumbra, banhada pela luz suave da lua que entrava pela janela, criava uma atmosfera de intimidade. Natasha se virou para James, e ele a envolveu em seus braços. O beijo recomeçou, mais profundo, mais desesperado. As línguas se encontraram, dançando em um ritmo frenético, enquanto as mãos exploravam cada curva, cada cicatriz, cada detalhe do corpo um do outro.
James a ergueu, levando-a para a cama. Natasha sentou-se, observando-o tirar a camisa, revelando o corpo forte e marcado por incontáveis batalhas. Ele se aproximou, ajoelhando-se diante dela, e o beijo desceu pelo pescoço, alcançando os seios, provocando arrepios.O toque era suave, mas a intensidade era avassaladora. Cada carícia, cada mordida, cada sussurro era uma declaração de amor, de desejo, de cumplicidade. Eles se conheciam como ninguém, e essa intimidade se manifestava em cada movimento, em cada olhar.O sexo não era apenas físico; era uma dança de almas, uma troca de emoções, uma celebração da vida e da sobrevivência. Eles se seguravam, lutando contra o desejo de gritar, de extravasar, mas a promessa de silêncio era sagrada. Cada gemido, cada respiração ofegante era abafada, contida, tornando o momento ainda mais íntimo e especial.
James a penetrou lentamente, preenchendo-a por completo. O ritmo começou suave, aumentando gradualmente, em um crescendo de prazer e emoção. Natasha sentia cada movimento, cada sensação, cada centímetro do corpo de James dentro dela. As mãos se agarravam, os corpos se uniam, e o mundo ao redor desaparecia.
O clímax chegou, uma explosão de prazer silenciosa, mas intensa. Os corpos tremiam, os corações disparavam, e a conexão entre eles se aprofundava ainda mais.Depois, o silêncio. Apenas a respiração ofegante, os corpos suados, e a certeza de que, naquele momento, eles eram um só. James se deitou ao lado de Natasha, envolvendo-a em seus braços. O beijo final, um selo de amor e gratidão, antes de se entregarem ao sono, exaustos, mas completos. Uma cena digna de um livro, um retrato da Viúva Negra e do Soldado Invernal, em sua forma mais íntima e apaixonada.
Quarto de Natasha Romanoff. 02:15 da Manhã.
O quarto estava mergulhado na penumbra, mas o ar ainda vibrava, pesado e quente, carregado com o cheiro inconfundível de intimidade e corpos que haviam colidido.
O silêncio era absoluto, respeitado religiosamente por causa de Emma no quarto ao lado, mas era um silêncio preenchido por respirações que ainda não haviam encontrado seu ritmo normal.
Natasha e James estavam deitados de frente um para o outro, nus, o lençol emaranhado apenas nas pernas. A pele deles brilhava levemente com uma fina camada de suor que esfriava lentamente no ar condicionado, mas onde seus corpos se tocavam — quadril contra quadril, peito roçando em peito — o calor era febril.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
