Capitulo 50

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Instalações Secretas da S.H.I.E.L.D. Corredor da Sala de Isolamento. 14:30.

Natasha olhou para James através do vidro blindado. Ele estava agitado, puxando as correntes, os olhos vazios varrendo a sala em busca de uma arma. A sedação estava passando e a programação da Hidra estava gritando na mente dele.

Ela sabia que Steve queria tentar "conversar". Ela sabia que Sam queria tentar terapia. Mas Natasha sabia que palavras não funcionam contra setenta anos de eletrochoque.

Ela precisava de um milagre. Ou melhor, ela precisava de magia.

Ela se afastou da janela e foi para um canto escuro do bunker, longe dos ouvidos aguçados de Steve.

Do bolso interno da jaqueta, ela tirou um pedaço de pergaminho amarelado — um presente que Emma tinha lhe dado "para emergências mágicas". Ela pegou uma caneta.

Ela não escreveu "Querido Professor". Ela foi direta, brutal e cobrou a dívida.

Dumbledore,

Você falhou em proteger a Emma na sua escola. Ela quase morreu nas suas masmorras. Você disse que tinha uma dívida com a nossa família. Estou cobrando agora. Tenho um homem com a mente fragmentada por magia negra, ciência e tortura. Nível Hydra. Eu preciso que você quebre o bloqueio. Agora. Localização: Bunker da Represa, coordenadas anexas.

N.R.

Natasha dobrou o pergaminho. Como Emma lhe ensinou, ela queimou a ponta do papel com o isqueiro. A chama verde consumiu a carta em segundos, sem deixar cinzas. A mensagem tinha sido entregue.

Ela esperou.

Cinco minutos se passaram. Dez.

Steve apareceu no corredor.

— Nat, o que você está fazendo aí? O Fury quer revisar o plano de ataque aos aeroporta-aviões.

— Já vou — disse ela, sem se mover. — Estou esperando um especialista.

— Especialista? Quem? O Tony?

Antes que Steve pudesse questionar mais, o ar no corredor mudou. As luzes piscaram. Um som suave de estalo, como um galho seco quebrando, ecoou atrás deles.

Steve girou, escudo levantado.

Alvo Dumbledore estava parado no meio do bunker de concreto, vestindo túnicas cinza-chumbo que destoavam completamente do ambiente militar, mas com uma aura de autoridade que fazia até Nick Fury parecer pequeno.

— Professor Dumbledore? — Steve baixou o escudo, confuso. Ele sabia sobre o mundo mágico por causa de Emma, mas nunca tinha visto o diretor pessoalmente.

— Capitão Rogers — cumprimentou Dumbledore, com um aceno de cabeça calmo. — É uma honra.

Ele se virou para Natasha. Os olhos azuis do bruxo brilharam por trás dos ocinhos de meia-lua, mas não havia o brilho habitual de diversão. Havia seriedade.

— Sua mensagem foi... enfática, Srta. Romanoff.

— A situação exige — cortou Natasha, cruzando os braços. — Você disse que se eu precisasse...

— E eu cumpro minhas promessas — Dumbledore olhou para a janela de vidro da cela. Ele observou o Soldado Invernal se debatendo. — Magia das trevas na mente. E ciência trouxa cruel. Uma combinação terrível.

— Você consegue consertar? — perguntou Natasha. — Eu preciso dele funcional. Ele tem informações sobre os alvos da Hidra que nós não temos. Ele é a chave para derrubar os aeroporta-aviões.

Daughter of No OneOnde histórias criam vida. Descubra agora