Ópera de Viena. 23:15 (Tempo Revisado).
Eles se moviam pelas sombras das vigas do teto, bem acima do palco onde a soprano cantava a "Rainha da Noite". Lá embaixo, na plateia, Natasha viu a si mesma — a Natasha do Passado — entrando no camarote presidencial ao lado do Bond do Passado. Era surreal. E aterrorizante.
— É estranho — Bond sussurrou no comunicador, observando a si mesmo flertar com uma condessa russa na varanda. — Eu sou realmente charmoso.
— Foco, narcisista — Natasha respondeu, deslizando por uma corda de rapel silenciosa em direção aos bastidores. — Volkov está no escritório privado do Diretor da Ópera, no terceiro andar. Da primeira vez, nós entramos pela porta da frente e acionamos o alarme silencioso.
— O que vamos fazer agora?
— Vamos entrar pela janela. Enquanto nossos "eus" do passado distraem os guardas na entrada.
Eles chegaram ao parapeito externo, trinta metros acima das ruas de Viena. O vento frio cortava o rosto. Natasha usou um cortador a laser do relógio (cortesia de Q) para abrir um círculo no vidro da janela do escritório. Eles entraram.
O escritório estava vazio, exceto por Viktor Volkov, que estava abrindo o cofre na parede para pegar o pendrive. Ele estava prestes a fugir, alertado pela entrada (falha) dos Bonds do Passado. Na linha do tempo original, Volkov tinha visto Bond entrar, disparado um lança-granadas e fugido no caos. Desta vez, Natasha não deu chance.
Ela caiu do teto, silenciosa como uma aranha. Antes que Volkov pudesse girar a cabeça, as pernas de Natasha envolveram o pescoço dele. Com um movimento preciso de torção de quadril, ela cortou o fluxo de sangue para o cérebro dele. Volkov desmaiou sem dar um pio. O corpo caiu no tapete persa com um baque surdo.
Bond aterrissou ao lado dela, ajeitando as abotoaduras. — Elegante.
— Prático — Natasha se abaixou e pegou o pendrive prateado que tinha caído da mão de Volkov. — Temos a lista.
Ela se levantou, guardando o pendrive no decote do vestido. Ao se virar para verificar a rota de fuga, o espaço apertado entre a escrivaninha antiga e o corpo desmaiado de Volkov a fez esbarrar diretamente em Bond. O contato foi súbito, corpo contra corpo, a adrenalina da luta ainda vibrando na pele de ambos. Bond não recuou imediatamente; a mão dele foi instintivamente para a cintura dela para firmá-la, e ficou lá por um segundo a mais do que o estritamente profissional.
A tensão sexual, que sempre existia entre eles como um ruído de fundo, aumentou o volume subitamente naquele escritório abafado. Natasha sentiu o calor dele através do tecido fino do vestido e do smoking. Em vez de se afastar bruscamente, um sorriso felino e divertido curvou os lábios dela. Ela sustentou o olhar dele.
— Preciso te lembrar, 007 — ela sussurrou, a voz rouca e provocativa, a centímetros do rosto dele —, que o homem que me espera em casa tem o Soro do Super Soldado correndo nas veias e um braço de vibranium?
Ela deslizou a mão pelo braço de Bond, dando um tapinha condescendente no bíceps dele. — E, por experiência própria, te garanto que aquele metal quebra ossos com uma força bem específica se ele achar que alguém está invadindo o território dele.
Bond soltou uma risada baixa, finalmente dando um passo estratégico para trás, quebrando o contato com aquele charme inabalável de quem nunca admite a culpa. — Por favor, Romanoff. Não projete seus desejos. — Ele ajeitou a gravata borboleta, inocente. — O escritório é que é ridiculamente pequeno. Culpe a arquitetura austríaca.
Nesse momento, uma explosão sacudiu o prédio. BOOM. O alarme de incêndio disparou. Gritos começaram lá embaixo. Era o momento em que os Bonds do Passado tinham sido descobertos.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
