ANIVER DA EMMA
Se alguém passasse pela rua em Kensington e olhasse para cima, veria luzes piscando e ouviria uma mistura estranha de música pop trouxa e risadas que pareciam desafiar a física.
Dentro da cobertura, o caos era absoluto e maravilhoso. Era o aniversário de 13 anos de Emma e Harry Potter. A entrada oficial na adolescência. O pesadelo de qualquer pai, a alegria de qualquer criança.
A sala de estar tinha se transformado em uma zona desmilitarizada entre a tecnologia Stark e a magia Weasley.
No canto do bar, Tony Stark estava, para seu absoluto deleite e horror, encurralado por Arthur Weasley. — Deixe-me ver se entendi, Anthony — Arthur dizia, segurando um StarkPhone como se fosse um artefato alienígena sagrado. — Você diz que essa "eletricidade" fica presa dentro desta pequena placa de vidro? E as corujas? Como elas entram aí para levar a mensagem?
Tony tomou um gole de uísque, piscando para Pepper Potts, que ria do outro lado da sala. — Sem corujas, Arthur. Satélites. Pássaros de metal no espaço. Eu te explico depois, mas por favor, não tente abrir o telefone com a varinha. A garantia não cobre Alohomora.
No sofá, Thor e Hagrid estavam envolvidos em uma competição não oficial de quem bebia mais hidromel e quem tinha a voz mais estrondosa. O sofá de design italiano gemia sob o peso combinado dos dois gigantes.
Molly Weasley estava na cozinha, ignorando completamente o fato de que aquela era a casa da Viúva Negra, e assumindo o comando do forno. O cheiro de bolo de melaço e tortas caseiras brigava com o cheiro dos canapés caros que Natasha tinha encomendado.
E no centro de tudo, estavam os aniversariantes. Harry, com o cabelo preto eternamente bagunçado e os óculos tortos, ria de alguma piada que Ron e Mione contavam. E Emma. Aos 13 anos, ela estava radiante. O cabelo ruivo, agora mais longo, brilhava sob as luzes. Ela usava um vestido verde esmeralda (uma escolha ousada para uma Grifinória, mas perfeita para a filha da Viúva Negra). Ela parecia mais velha, mais perigosa e infinitamente feliz, cercada pelos Vingadores e pelos bruxos.
Clint estava no chão, ensinando Ginny Weasley a segurar um dardo de brinquedo, enquanto Steve Rogers tentava educadamente recusar os doces de orelha que Fred e George ofereciam com sorrisos suspeitos.
James estava do lado de fora. Ele segurava uma cerveja, encostado no parapeito, observando a festa através do vidro. Ele via a alegria. Ele via a família que Natasha tinha construído. Uma colcha de retalhos de espiões, deuses, bilionários e bruxos.
E ele se sentia um fantasma.
Ele olhou para Natasha. Ela estava circulando pela sala. Ela estava deslumbrante em um vestido preto simples, mas elegante. Ela sorria, conversava com Molly, ria de algo que o Thor dizia, enchia o copo do Tony. Ela era a anfitriã perfeita.
Mas James conhecia a diferença. Aquele sorriso não chegava aos olhos. A postura dela era perfeita demais, rígida demais.
Sempre que ela passava perto da porta da varanda, onde ele estava, o campo de força se erguia. Ela não olhava para ele. Se ele entrava na sala para pegar comida, ela ia para a cozinha. Se ele falava com alguém perto dela, ela educadamente se retirava para falar com outro grupo. Não era uma briga pública. Ninguém percebia, exceto talvez Steve e Clint. Era um gelo cirúrgico. Ela o estava cortando da vida dela sem fazer sangrar na frente das visitas.
— Você parece alguém que esqueceu o presente em casa.
James virou a cabeça. Steve Rogers parou ao lado dele. O Capitão América parecia cansado, mas feliz em ver o amigo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
