Cozinha da Cobertura. Sábado, 06:15 da Manhã.
O café na caneca de Natasha foi esquecido.
A conversa sobre o Q e as lentes Stark tinha morrido, substituída por uma eletricidade estática que não vinha de magia, mas da proximidade perigosa entre eles.
James tinha tirado o prato de panquecas da frente dela e, com um movimento fluido, segurou Natasha pela cintura, içando-a para cima da bancada de mármore frio da ilha da cozinha.
Natasha soltou um arquejo surpreso, as pernas nuas sob o roupão de seda instintivamente se abrindo para acomodar o corpo dele entre elas.
Ela estava sentada no mármore, e ele estava de pé, encaixado nela, as mãos — a quente e a fria — apoiadas nas coxas dela, empurrando o tecido do roupão para cima.
Ela olhou para ele de cima, os olhos verdes escurecendo, o sorriso provocativo nos lábios.
— Você é insaciável, Barnes — ela sussurrou, passando as mãos pelos cabelos dele, puxando levemente os fios que escapavam do coque. — Eu acabei de dizer que a noite passada foi a melhor. Você já ganhou a medalha de ouro. Não precisa provar mais nada.
James olhou para ela. O olhar dele não era o do homem que fazia panquecas. Era o olhar do Lobo Branco. Focado. Faminto. Intenso.
Ele roçou o nariz no pescoço dela, inalando o cheiro de pele e sono, e desceu os lábios até a clavícula exposta pelo decote do roupão.
— Eu não me contento com recordes passados, Romanoff — ele murmurou contra a pele sensível dela, fazendo-a estremecer. — A excelência exige consistência. E eu pretendo me superar agora mesmo.
Ele beijou o vale entre os seios dela, e as mãos dele subiram pelas coxas, firmes, possessivas.
Natasha sentiu o calor subir pelo corpo como um incêndio repentino. O contraste do mármore gelado sob ela e a boca quente dele era enlouquecedor.
Mas o instinto de mãe-espiã piscou no fundo da mente enevoada de prazer.
Ela segurou os ombros dele, tentando colocar uma distância mínima.
— James... — ela ofegou, a voz falhando. — Não podemos. Aqui não.
Ela olhou para o corredor escuro.
— A Emma está dormindo no quarto de hóspedes. A parede é fina. Se ela acordar e vier buscar água...
James não parou. Ele apenas sorriu contra a pele dela, um sorriso perigoso.
Ele se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, mas suas mãos continuaram subindo, acariciando a parte interna das coxas dela com uma lentidão torturante.
— A Emma está em sono profundo REM — ele disse, a voz baixa e rouca. — Ela não vai acordar nos próximos vinte minutos.
Ele começou a descer. Ele se ajoelhou no chão da cozinha, ficando na altura perfeita.
— E quanto ao barulho...
Ele abriu o roupão dela completamente, expondo-a ao ar frio da manhã e ao olhar devoto dele. Natasha prendeu a respiração, o coração batendo descompassado contra as costelas.
James olhou para ela de baixo, segurando os quadris dela com firmeza.
— Eu vou ser rápido. Cirúrgico.
— E eu sei que você consegue ser quieta quando quer, Natasha. Eu já vi você segurar gritos de dor que fariam homens desmaiarem. Vamos ver se você consegue segurar o prazer.
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Daughter of No One
Hayran KurguHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
