Capítulo 173

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Cozinha da Cobertura. Sábado, 06:15 da Manhã.

O café na caneca de Natasha foi esquecido.

A conversa sobre o Q e as lentes Stark tinha morrido, substituída por uma eletricidade estática que não vinha de magia, mas da proximidade perigosa entre eles.

James tinha tirado o prato de panquecas da frente dela e, com um movimento fluido, segurou Natasha pela cintura, içando-a para cima da bancada de mármore frio da ilha da cozinha.

Natasha soltou um arquejo surpreso, as pernas nuas sob o roupão de seda instintivamente se abrindo para acomodar o corpo dele entre elas.

Ela estava sentada no mármore, e ele estava de pé, encaixado nela, as mãos — a quente e a fria — apoiadas nas coxas dela, empurrando o tecido do roupão para cima.

Ela olhou para ele de cima, os olhos verdes escurecendo, o sorriso provocativo nos lábios.

— Você é insaciável, Barnes — ela sussurrou, passando as mãos pelos cabelos dele, puxando levemente os fios que escapavam do coque. — Eu acabei de dizer que a noite passada foi a melhor. Você já ganhou a medalha de ouro. Não precisa provar mais nada.

James olhou para ela. O olhar dele não era o do homem que fazia panquecas. Era o olhar do Lobo Branco. Focado. Faminto. Intenso.

Ele roçou o nariz no pescoço dela, inalando o cheiro de pele e sono, e desceu os lábios até a clavícula exposta pelo decote do roupão.

— Eu não me contento com recordes passados, Romanoff — ele murmurou contra a pele sensível dela, fazendo-a estremecer. — A excelência exige consistência. E eu pretendo me superar agora mesmo.

Ele beijou o vale entre os seios dela, e as mãos dele subiram pelas coxas, firmes, possessivas.

Natasha sentiu o calor subir pelo corpo como um incêndio repentino. O contraste do mármore gelado sob ela e a boca quente dele era enlouquecedor.

Mas o instinto de mãe-espiã piscou no fundo da mente enevoada de prazer.

Ela segurou os ombros dele, tentando colocar uma distância mínima.

— James... — ela ofegou, a voz falhando. — Não podemos. Aqui não.

Ela olhou para o corredor escuro.

— A Emma está dormindo no quarto de hóspedes. A parede é fina. Se ela acordar e vier buscar água...

James não parou. Ele apenas sorriu contra a pele dela, um sorriso perigoso.

Ele se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos dela, mas suas mãos continuaram subindo, acariciando a parte interna das coxas dela com uma lentidão torturante.

— A Emma está em sono profundo REM — ele disse, a voz baixa e rouca. — Ela não vai acordar nos próximos vinte minutos.

Ele começou a descer. Ele se ajoelhou no chão da cozinha, ficando na altura perfeita.

— E quanto ao barulho...

Ele abriu o roupão dela completamente, expondo-a ao ar frio da manhã e ao olhar devoto dele. Natasha prendeu a respiração, o coração batendo descompassado contra as costelas.

James olhou para ela de baixo, segurando os quadris dela com firmeza.

— Eu vou ser rápido. Cirúrgico.

— E eu sei que você consegue ser quieta quando quer, Natasha. Eu já vi você segurar gritos de dor que fariam homens desmaiarem. Vamos ver se você consegue segurar o prazer.

Daughter of No OneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora