Escritório da Vice-Diretora. Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
A noite caía sobre as Terras Altas da Escócia, envolvendo o castelo em sombras de azul e cinza. No escritório circular no primeiro andar, a luz das velas tremeluzia sobre pilhas de pergaminhos, tinteiros e instrumentos de medição mágica.
Minerva McGonagall não estava corrigindo transfigurações.
Ela estava sentada diante de sua mesa, segurando uma pequena caixa de veludo preto aberta.
Dentro dela, repousava um objeto de beleza perigosa: um colar de corrente finíssima de ouro, segurando uma pequena ampulheta que girava dentro de anéis concêntricos gravados com runas antigas.
Um Vira-Tempo.
Ao lado dessa caixa, havia outra. Idêntica.
Dois artefatos estritamente controlados pelo Departamento de Mistérios. Conseguir um já tinha sido um pesadelo burocrático, exigindo cartas de recomendação, atestados de sanidade mental e a assinatura pessoal de Albus Dumbledore.
Conseguir dois... bem, isso exigiu que Minerva gastasse favores políticos acumulados em quarenta anos de ensino.
Ela pegou a pena de águia e mergulhou na tinta esmeralda.
Primeiro, a carta para Hermione Granger.
Srta. Granger,
Tenho o prazer de informar que seu pedido para cursar todas as disciplinas eletivas foi aprovado, sob condições estritas. O objeto anexo é de extrema responsabilidade. Use-o para o conhecimento, não para a vantagem. Seus horários se sobrepõem, e esta é a única maneira de estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Trate-o com cautela. Coisas terríveis acontecem com bruxos que mexem com o tempo.
Professora M. McGonagall.
Minerva selou a carta e colocou-a sobre a primeira caixa. Hermione era brilhante, disciplinada. Ela usaria o Vira-Tempo para estudar Runas Antigas e Adivinhação (por mais que Minerva detestasse a última). Era um risco calculado.
Então, Minerva olhou para a segunda caixa.
O brilho da areia dourada na ampulheta parecia pulsar.
Este não era para estudo. Era para sobrevivência.
Minerva pensou na mulher que ela tinha visto em Londres no aniversário dos gêmeos. Ela viu o cansaço nos olhos de Natasha Romanoff. Não era sono; era a exaustão de alguém que está travando uma guerra em múltiplas frentes.
Natasha era a Diretora do MI6. A Executora do Ministério. A mãe de uma adolescente marcada para morrer e a guardiã do Eleito. E agora, estava caçando Sirius Black e cuidando de Wanda Maximoff.
Minerva, que nunca teve filhos, sentia uma admiração profunda e temerosa pela ferocidade materna de Natasha. Ela via uma leoa tentando proteger o filhote de um incêndio florestal, correndo de um lado para o outro, queimando as próprias patas para apagar as chamas.
Mas nem mesmo a Viúva Negra podia estar na Transia e em Londres ao mesmo tempo. Nem mesmo ela podia caçar um assassino e assistir a uma partida de Quadribol no mesmo sábado.
A não ser que ela tivesse ajuda.
Minerva começou a escrever a segunda carta. A letra dela, geralmente rígida, saiu com um traço mais suave.
Natasha,
Albus acredita que o amor é a magia mais poderosa. Eu, sendo uma mulher prática, acredito que o tempo é o recurso mais escasso.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
