Entrada do Prédio. 01:00 da Manhã.
A festa tinha acabado. Tony tinha levado Steve e Bruce em seu carro esporte (com Steve reclamando da velocidade), e Wanda tinha partido discretamente. Restavam apenas Clint e Laura, que estavam terminando de acordar as crianças para levá-las para o hotel onde estavam hospedados na cidade.
Natasha pegou um saco de lixo preto da cozinha. — Vou levar isso lá para baixo — ela anunciou, alto o suficiente para a sala ouvir.
— Tem um duto de lixo no corredor, Nat — Clint comentou, vestindo o casaco em Nathaniel, que dormia em seus braços.
— Está cheio — Natasha mentiu sem piscar. — Preciso descer. Já volto.
Ela saiu, fechando a porta. James estava esperando no corredor, encostado na parede, já com sua jaqueta de couro. Ele sabia que ela viria.
Eles desceram em silêncio no elevador. Quando as portas se abriram no térreo, o ar gelado da rua invadiu o hall. Natasha caminhou até a lixeira externa, jogou o saco e se virou para ele.
A neve tinha parado, mas o frio era intenso.
James parou na frente dela. Ele não tocou nela imediatamente. Ele apenas a olhou, gravando o rosto dela na memória para os próximos seis meses de missão solitária.
— Você tem um voo para pegar? — Natasha perguntou, cruzando os braços por causa do frio (e do nervosismo).
— Amanhã cedo. Para Viena. É onde começa a papelada do perdão.
Natasha assentiu. Ela deu um passo à frente, quebrando a distância, e arrumou a gola da jaqueta dele. — Não morra, Barnes.
— Não está nos meus planos.
James segurou as mãos dela, que estavam em seu peito. Ele as levou aos lábios, beijando os nós dos dedos, um por um, com uma devoção lenta.
— Eu vou voltar — ele prometeu, olhando nos olhos dela. — Seis meses. E então eu vou para casa. Para você.
Natasha sentiu o nó na garganta. Ela queria dizer. As palavras estavam ali, na ponta da língua. Eu te amo. Eu te esperei. Eu sou sua. Mas o bloqueio, anos de treino para não dar armas ao inimigo, ainda era forte.
James viu a luta nos olhos dela. Ele sorriu, triste e compreensivo. Ele soltou uma das mãos dela e tocou o rosto de Natasha, o polegar acariciando a bochecha fria.
— Eu te amo, Natalia — ele disse. Claro. Simples. Sem exigir nada em troca.
Natasha prendeu a respiração. Ela fechou os olhos, inclinando o rosto contra a mão dele, aceitando o toque, aceitando o sentimento. Ela não disse nada. Em vez disso, ela ficou na ponta dos pés e o beijou.
Foi um beijo de despedida, com gosto de saudade antecipada. Um beijo que dizia "volte para mim" mais alto do que qualquer frase.
Quando se separaram, James deu um passo para trás, soltando a mão dela devagar, até que os dedos se desencontraram. Ele se virou e caminhou para a noite fria de Nova York, levando o coração dela no bolso da jaqueta.
Sala de Estar de Natasha. 01:20 da Manhã.
Natasha voltou para o apartamento. Ela trancou a porta, respirou fundo três vezes para recompor a "Diretora Romanoff" e entrou na sala.
Clint e Laura já estavam sentados no sofá, esperando. As crianças, milagrosamente, dormiam amontoadas na poltrona grande.
— O lixo estava pesado, hein? — Clint brincou, mas seus olhos de gavião analisaram os lábios vermelhos e a leve vermelhidão nos olhos dela. — Demorou vinte minutos.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
