Base Tática da S.H.I.E.L.D. Nova York. 11:00 da Manhã.
A viagem do laboratório quente e barulhento de Tony Stark até a base subterrânea da S.H.I.E.L.D. no centro de Manhattan levou menos de trinta minutos.
Mas foi tempo suficiente para Natasha Romanoff mudar de pele.
No banco de trás do carro preto, ela prendeu o cabelo solto em um rabo de cavalo tático perfeito. A expressão suave de "madrinha que faz panquecas" desapareceu, substituída pela máscara impassível da Viúva Negra. O sorriso sumiu. Os olhos verdes ficaram frios, calculistas.
Ela tocou a correntinha de prata sob o uniforme uma última vez. Gaveta 1: Emma está segura com Tony. Gaveta 2: O sonho com James. Gaveta 3: A missão.
Ela trancou as gavetas 1 e 2 com cadeados mentais pesados. E escancarou a gaveta 3.
Sala de Briefing.
A sala era um cubo de vidro e metal, fria, iluminada apenas pela luz azulada do projetor holográfico no centro. O ar cheirava a café requentado e tensão.
Brock Rumlow, líder da equipe S.T.R.I.K.E., estava encostado na parede, mascando chiclete com uma arrogância que Natasha achava irritante, mas útil em combate. Ao lado dele, Steve Rogers — o Capitão América — estudava o mapa holográfico com a intensidade de um general em guerra.
Steve usava o uniforme furtivo azul-marinho. Ele parecia maior, mais sólido e focado do que nunca.
— Chegou na hora, Romanoff — disse Steve, sem tirar os olhos do mapa. A voz dele era firme, sem espaço para brincadeiras.
— O trânsito na Quinta Avenida estava um inferno — mentiu Natasha, deslizando para o lado dele. — Qual é o cenário?
Steve apertou um botão e o holograma mudou, mostrando um navio cargueiro enorme no meio de um oceano escuro.
— O alvo é o Lemurian Star. Uma plataforma de lançamento móvel de satélites da S.H.I.E.L.D. — explicou Steve. — Eles estavam enviando sua última carga quando piratas tomaram o navio, 93 minutos atrás.
A imagem de um homem argelino com cicatrizes apareceu.
— Georges Batroc — identificou Natasha imediatamente, o arquivo mental se abrindo. — Ex-DGSE, Divisão de Ação. No topo da lista vermelha da Interpol. Ele tem trinta e seis mercenários profissionais.
— Eles estão pedindo um bilhão e meio de dólares — disse Rumlow, a voz arrastada.
— Por que tão caro? — perguntou Natasha, cruzando os braços.
— Porque é um navio da S.H.I.E.L.D. — respondeu Steve, com um tom de desaprovação. — Batroc quer o dinheiro, mas também quer humilhar a agência.
— Quantos reféns?
— Vinte e cinco — disse Rumlow. — Incluindo Jasper Sitwell. Estão na cozinha.
Natasha assentiu. Resgate de reféns em espaço confinado. Alta probabilidade de combate corpo a corpo. Trabalho sujo.
— Entendido. Eu varro o convés, vocês entram pelo ar?
— Eu vou limpar o convés — corrigiu Steve, olhando para ela. — Você cuida dos motores e depois se junta a Rumlow para os reféns. E Romanoff...
Steve virou-se para ela. Os olhos azuis dele perfuraram a "máscara" dela.
— Sem desvios. A prioridade é salvar as pessoas. Não quero surpresas.
Natasha sustentou o olhar dele. Ela tinha ordens paralelas de Nick Fury: fazer backup dos arquivos do navio antes de salvar qualquer um. Ordens que Steve, com seu código moral rígido, não sabia e não aprovaria.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
