Tres semanas depois
Natasha levou os gêmeos Potter e os Weasley ao Beco Diagonal. Ela caminhava com uma elegância letal, os olhos verdes escaneando cada telhado. Para os bruxos, ela era apenas uma trouxa elegante; para quem sabia olhar, ela era o predador mais perigoso da rua.
Na Floreios e Borrões, o encontro com Lucius Malfoy foi como um choque de gelo. Ele olhou para Harry e Emma com um desprezo mal disfarçado.
— Ah, os famosos gêmeos Potter — Malfoy disse, a voz arrastada. — Órfãos, sobreviventes de incêndios... e agora protegidos por uma... — ele olhou para Natasha, medindo-a de cima a baixo com nojo — trouxa. Que decadência.
Natasha deu um passo à frente, ficando a centímetros do rosto de Malfoy. Ela não sacou uma arma, mas a aura de ameaça que emanava dela fez Lucius recuar um milímetro.
— O nome dela é Natasha Romanoff — Emma disse, a voz firme, segurando a mão da madrinha/mae. — E eu teria cuidado com o que você diz sobre ela, Sr. Malfoy. Ela tem métodos de interrogatório que não precisam de varinhas.
Natasha deu um sorriso gélido para Lucius, um aviso silencioso que dizia: Tente algo e você não vai precisar de mágica para sentir dor.
Malfoy bufou, fingindo indiferença, e ao devolver um livro para o caldeirão de Ginny, Emma notou um brilho estranho nos olhos dele. Ela sentiu um frio na espinha. Dobby tinha avisado sobre uma trama, e Lucius Malfoy cheirava a conspiração.
Naquela noite, enquanto ajudava Emma a fechar o malão, Natasha parou por um segundo.
— Emma, se algo acontecer naquela escola... se você sentir que está em perigo, você me avisa. Não importa a regra, não importa a distância. Eu venho buscar você.
Emma engoliu em seco, sentindo o peso do segredo no peito. — Eu sei, Nat. Mas vai ficar tudo bem. É só uma escola, lembra?
Natasha olhou para a menina, querendo acreditar, mas sabendo que, no mundo dos Potter e dos Romanoff, "só uma escola" nunca era apenas isso.
Estação King's Cross, Londres. 1º de Setembro — 10:50.
O movimento na estação era um caos orquestrado de malas de couro, corujas piando e famílias se despedindo. Natasha caminhava entre o grupo, empurrando o carrinho de Emma com uma mão, enquanto a outra estava permanentemente dentro do bolso do casaco, os dedos roçando o visor do seu comunicador criptografado.
Ela estava inquieta. Tony Stark havia enviado três alertas nas últimas doze horas. Algo sobre um protocolo de inteligência artificial que ele e Bruce Banner estavam desenvolvendo — algo chamado Ultron — havia apresentado uma anomalia. O mundo estava começando a tremer novamente, e os Vingadores estavam sendo convocados.
— Certo, todos juntos — comandou Molly Weasley, apontando para a barreira entre as plataformas 9 e 10.
Hermione foi a primeira, atravessando a parede sólida com a facilidade de quem mergulha em água. Emma olhou para Natasha. A despedida era sempre a parte que a pequena bruxa mais odiava.
— Três semanas — lembrou Natasha, baixando a guarda por um segundo para ajeitar o cachecol de Emma. — Se cuida, Little Red. E se o Malfoy abrir a boca de novo, lembre-se do que eu te ensinei sobre pontos de pressão. Não precisa de varinha para calar um idiota.
Emma deu um sorriso rápido e abraçou Natasha com força. — Te amo, Nat. Boa sorte com o Stark.
Emma correu e atravessou a barreira, desaparecendo na fumaça branca da Plataforma 9 ¾.
Natasha ficou ali por um momento, observando o local onde a menina sumira. Ela se virou para Harry e Ron, que eram os próximos. — Vejo vocês no Natal, garotos. Juízo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
