Capítulo s156

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O Jardim d'A Toca. 31 de Julho. Sábado, Meio-Dia.

Se havia uma coisa que Natasha Romanoff sabia fazer tão bem quanto derrubar governos, era compartimentalizar. E para o dia 31 de julho, o aniversário de 14 anos de Harry e Emma, ela havia trancado a "Guerra", o "Medo" e o "Voldemort" em uma caixa de aço mental e jogado a chave no fundo do Lago Negro.

Hoje, a missão era simples: Alegria Extrema.

O jardim dos Weasley estava irreconhecível. Natasha, com a ajuda relutante mas eficaz dos gêmeos Fred e George, tinha transformado o espaço. Havia lanternas coloridas flutuando magicamente entre as árvores, mesmo sob a luz do sol. Uma mesa comprida, que parecia ter sido esticada por feitiços (e foi), gemia sob o peso de travessas de comida. Mas a regra de ouro de Natasha, dita a todos no café da manhã com um olhar que faria um basilisco recuar, era clara: Ninguém fala sobre a Copa Mundial. Ninguém fala sobre a Marca Negra. Quem disser a palavra com "V" vai lavar a louça dos Weasley por um mês sem magia.

Natasha estava perto da mesa de bebidas, servindo ponche. Ela usava um vestido de verão leve, floral, algo que a Natasha espiã jamais usaria, mas que a Natasha mãe achava apropriado para um dia de paz.

O telefone no bolso do vestido vibrou. O sorriso dela se tornou real. Ela se afastou um pouco da confusão de vozes e atendeu.

— Você está atrasado, Barnes. Três minutos.

A culpa é do fuso horário e de um recruta que tropeçou no próprio cadarço, — a voz de James veio quente e familiar, como um abraço à distância. — Como estão as coisas aí? Já explodiram o bolo?

— Ainda não. Estamos na fase de "engorda pré-explosão". A Molly fez comida suficiente para alimentar um exército pequeno. — Natasha olhou para a mesa onde Harry e Ron estavam devorando tortinhas de abóbora.

Passe para a aniversariante.

Natasha chamou Emma, que estava correndo com Ginny. — Emma! Telefone!

Emma correu, pegou o celular e o rosto dela se iluminou. — Bucky! Natasha ficou observando de longe, encostada numa macieira. Ela viu Emma rir, viu a menina gesticular enquanto contava sobre os presentes. Viu a saudade no rosto da filha. Depois de alguns minutos, Emma devolveu o telefone.

Ela parece feliz, — James disse.

— Ela está. Pelo menos por hoje.

E você? — A voz dele baixou, tornando-se íntima. — Você está feliz, Nat?

Natasha olhou ao redor. Viu Sirius Black rindo alto com Arthur Weasley, segurando uma caneca de cerveja. Viu Hermione tentando ensinar xadrez para Bill. Viu Lupin conversando calmamente com Molly. — Estou em paz, James. É o suficiente por agora. — Sinto sua falta.

Eu também. Dê um abraço no Harry por mim. E coma um pedaço de bolo.

— Vou comer dois. Um por você. Te amo.

Te amo.

Natasha desligou, sentindo aquele aperto agridoce no peito. Mas ela não teve tempo de ficar melancólica. Sirius Black a viu. — Romanoff! — ele gritou, acenando. — Pare de conspirar com satélites trouxas e venha beber! O Aluado está contando aquela história de quando tentamos encantar o Salgueiro Lutador para dançar tango!

Natasha guardou o celular, colocou o sorriso de "missão cumprida" no rosto e foi. Hoje era dia de festa.

Os presentes eram uma montanha. Molly tinha tricotado suéteres com a inicial deles (claro). Sirius deu a Harry um kit de manutenção de vassoura de luxo e a Emma, surpreendentemente, uma jaqueta de couro de dragão "para combinar com a mãe".

Daughter of No OneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora