Campo de Quadribol. Novembro.
O ar estava gelado e a arquibancada da Grifinória vibrava com gritos. Era a primeira partida de Harry.
Emma estava sentada entre Ron e Hermione, usando um cachecol vermelho e dourado, mas seus olhos não seguiam a goles ou os batedores. Ela estava monitorando o perímetro.
— Ele está indo bem! — gritou Ron, usando binóculos. — Ele está procurando o Pomo!
De repente, a vassoura de Harry deu um solavanco violento.
— O que foi aquilo? — perguntou Hermione.
A vassoura empinou, tentando derrubar Harry. A multidão engasgou. Harry estava pendurado por uma mão, balançando a trinta metros de altura.
— Não é defeito mecânico — disse Emma, pegando os binóculos de Ron e ajustando o foco. — O padrão de movimento é errático, mas focado. Alguém está controlando a vassoura.
Ela varreu a arquibancada dos professores.
— Ali — apontou ela. — Snape.
Hermione e Ron olharam. Snape estava com os olhos fixos em Harry, murmurando sem parar.
— Ele está azarando a vassoura! — exclamou Ron.
— Temos que parar o contato visual — disse Emma, a mente tática trabalhando rápido. — Se quebrarmos a linha de visão, o feitiço quebra.
— Deixa comigo — disse Hermione, levantando-se com determinação.
— O que você vai fazer? — perguntou Ron.
— Colocar fogo nele — respondeu Hermione.
Emma sorriu. A garota aprende rápido.
Enquanto Hermione corria para tocar fogo na capa de Snape (uma distração brilhante, na opinião de Emma), Emma continuou observando com os binóculos.
Ela viu Hermione chegar. Viu a chama azul. Viu o caos quando Snape se levantou, derrubando o Professor Quirrell no processo.
A vassoura de Harry parou de balançar.
— Funcionou! — gritou Ron.
Mas Emma não estava olhando para Harry. Ela estava olhando para Quirrell, que tinha caído. Por um segundo, quando Snape quebrou o contato visual, Quirrell também pareceu... frustrado.
Interessante, pensou Emma. Dois professores olhando para o Harry. Um estava azarando. E o outro?
Harry pegou o pomo (com a boca, o que Emma achou "uma tática não convencional, mas eficaz") e a Grifinória venceu. Mas a semente da suspeita estava plantada.
Dormitório da Grifinória. Manhã de Natal.
A neve caía suavemente lá fora, cobrindo as torres de Hogwarts, mas o dormitório estava aquecido pela lareira.
Emma acordou com o barulho de Ron rasgando papel de presente.
— Feliz Natal, Emma! — gritou Harry, jogando um travesseiro nela.
Emma sentou-se na cama, esfregando os olhos. Aos pés de sua cama, havia uma pequena pilha de presentes. O suéter Weasley (Verde com um "E"), doces, livros.
Mas havia um pacote preto, elegante, com o selo da S.H.I.E.L.D. discretamente colado no canto, vindo de Nova York.
O coração de Emma acelerou. Ela pegou o pacote. Havia uma carta colada em cima, escrita em papel grosso. A letra da Natasha era firme, sem tremores, o que já era um bom sinal.
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Daughter of No One
Fiksi PenggemarHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
