Salão Principal de Hogwarts. 8 de Janeiro. Café da Manhã.
O teto encantado do Salão Principal refletia um céu cinzento e tempestuoso, típico do inverno escocês, mas a mesa da Grifinória estava quente com o cheiro de torradas e mingau de aveia.
As corujas chegaram em um enxame barulhento. Uma coruja das torres elegante pousou na frente de Emma, estendendo a pata com um envelope grosso de papel oficial do MI6 (Natasha estava adorando usar os recursos do novo escritório).
Emma abriu a carta com pressa, ignorando Rony, que tentava equilibrar uma colher no nariz ao lado dela.
"Minha Little Red,
Aterrissamos. O apartamento em Londres é menor do que o de Nova York, mas a vista para o Tâmisa compensa. O Clint e a Laura já estão instalados na casa em Surrey. O Clint comprou um trator no primeiro dia. Ele não tem plantação, Emma. Ele só queria dirigir um trator.
A Wanda está no quarto de hóspedes. Ela pintou as paredes de vermelho escuro (surpresa) e está aprendendo a fazer chá britânico sem explodir a chaleira. Estamos bem. Estamos seguros.
Sinto sua falta. O Bucky (o gato, não o homem) tentou fugir pela janela duas vezes, mas acho que ele só queria caçar pombos reais.
Estude. Não se meta em (muita) confusão. E lembre-se do treinamento.
Com amor, Mãe."
Emma sorriu, dobrando a carta e guardando-a no bolso interno das vestes, perto do coração. Saber que eles estavam lá, a apenas uma viagem de trem de distância, fazia o castelo parecer menos isolado. Natasha estava feliz. Ela tinha uma vida.
— Boas notícias? — Harry perguntou, servindo suco de abóbora.
— As melhores. — Emma tomou um gole de chá. — Minha mãe disse que o Tio Clint comprou um trator.
Rony deixou a colher cair do nariz. — O que é um trator?
— É tipo uma vassoura, só que pesa três toneladas, tem rodas gigantes e não voa — Emma explicou, o que só deixou Rony mais confuso.
Hermione, no entanto, não estava prestando atenção em tratores. Ela estava com um livro grosso aberto no colo, chamado Poções Muito Potentes. Ela olhava para a mesa da Sonserina com os olhos estreitados.
— Olhem para ele — Hermione sussurrou, discreta.
Draco Malfoy estava na mesa das cobras, rindo alto enquanto segurava um exemplar do Profeta Diário. Ele parecia estar fazendo piadas sobre os ataques recentes.
— Ele parece muito feliz para alguém que estuda numa escola onde pessoas estão sendo petrificadas — Harry comentou, fechando os punhos.
— É porque ele sabe quem está fazendo isso — Rony disse, amargo. — Ou ele mesmo está fazendo. Eu aposto cinco galeões que ele é o Herdeiro de Slytherin. A família dele é "sangue-puro" até a medula, eles odeiam nascidos-trouxas.
— A gente precisa de provas — Emma disse, a mente tática entrando em ação. — Não adianta acusar o Malfoy sem evidências. O Snape protegeria ele e a gente acabaria na detenção até o sétimo ano.
Hermione fechou o livro com um baque surdo que fez Rony pular.
— Eu tenho uma ideia — ela disse, a voz trêmula de excitação e medo. — Mas é perigosa. Muito perigosa. E vai quebrar umas cinquenta regras da escola.
Emma sorriu. Aquilo soava como música para seus ouvidos. — Estou ouvindo.
Banheiro da Murta Que Geme. 10:00 da Manhã (Intervalo das Aulas).
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Daughter of No One
Hayran KurguHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
