Capítulo 126

21 0 0
                                        

A chuva caía torrencialmente sobre a pista de pouso, mas ninguém se importava.

Clint Barton estava parado na pista, ao lado de James Barnes e James Bond.

O céu cinzento se partiu com o rugido sônico de propulsores repulsores.

O Quinjet desceu, levantando uma cortina de água.

A rampa desceu antes mesmo de tocar o chão completamente.

Eles saíram. A "Família de NY" tinha atendido ao chamado de emergência.

Steve Rogers foi o primeiro, o escudo nas costas, o rosto uma máscara de preocupação grave.

Tony Stark veio logo atrás, sem armadura, mas com os óculos EDITH e uma expressão de quem estava prestes a comprar um país inteiro só para explodi-lo.

Sam Wilson e Wanda Maximoff fecharam o grupo.

Não houve cumprimentos calorosos. Não houve piadas.

Tony caminhou direto até Clint e Bucky.

— O vídeo — Tony disse, a voz metálica e dura. — Sexta-feira me mostrou o vídeo no caminho.

— Nós vamos achá-la, Stark — Bucky disse, a voz rouca.

— Nós não vamos apenas achá-la — Steve Rogers corrigiu, apertando o ombro de Bucky. — Nós vamos desmantelar quem fez isso. Ninguém mexe com um de nós.

James Bond deu um passo à frente, ajustando o sobretudo.

— Cavalheiros, Srta. Maximoff. Bem-vindos a Londres. Eu sou 007. Este é o M.

Bond olhou para os heróis mais poderosos da Terra.

— Vocês têm o poder de fogo. Nós temos a inteligência e o ódio. Sugiro que unamos forças antes que o Soldado Invernal decida nadar até a Rússia sozinho.

A aliança estava formada. Vingadores e MI6. O pesadelo logístico de qualquer vilão. Mas eles tinham um problema: a Sala Vermelha ainda era um fantasma.

Salão Comunal da Grifinória. Hogwarts. Dia 2.

A coruja das neves pousou na janela da torre, sacudindo os flocos de neve.

Emma estava sentada perto da lareira, os olhos inchados, segurando um livro que não lia há horas.

Ela pegou a carta amarrada na pata da ave. Reconheceu a caligrafia irregular e forte imediatamente.

Emma,

Eu prometi a você. E eu não quebro promessas.

Os amigos dela de Nova York chegaram. O Capitão, o Homem de Ferro... todos eles.

Nós vamos trazer a sua mãe para casa. Não importa onde ela esteja, não importa o que tenhamos que queimar.

Seja forte. Coma seus vegetais. Fique no castelo.

Eu te amo, garota.

— James.

Emma apertou a carta contra o peito, chorando silenciosamente. Ela queria acreditar. Ela precisava acreditar.

A Sala Vermelha. Fortaleza Aérea. Dia 21 (Três Semanas Depois).

Três semanas.

Vinte e um dias de condicionamento químico, elétrico e psicológico ininterrupto.

Vinte e um dias sem dormir mais do que duas horas.

Vinte e um dias ouvindo apenas a voz de Dreykov.

No convés de treinamento principal — um vasto salão de metal cinza suspenso acima das nuvens — o silêncio era absoluto.

Daughter of No OneOnde histórias criam vida. Descubra agora