Apartamento de Natasha Romanoff. Véspera de Natal. 18:30.
O apartamento não parecia mais um esconderijo tático. Parecia um lar.
Havia uma árvore de Natal de dois metros no canto da sala, decorada com uma mistura caótica de ornamentos trouxas brilhantes e bolas de vidro que se moviam sozinhas (cortesia de Emma). O cheiro de pinheiro fresco misturava-se com o aroma de assado no forno e cidra quente com especiarias.
A campainha não tocou. O sistema de segurança apenas piscou uma luz verde discreta, indicando que uma biometria autorizada havia passado pela porta.
Natasha, que estava terminando de arrumar a mesa com guardanapos de tecido vermelho, sorriu.
James entrou.
Ele estava lindo de uma maneira que fazia o ar faltar nos pulmões de Natasha. Ele vestia um suéter de lã azul escuro que realçava seus olhos, calça jeans preta e, surpreendentemente, não carregava nenhuma arma visível (embora Natasha soubesse que ele tinha pelo menos três facas escondidas). Ele trazia uma garrafa de vinho caro numa mão e uma caixa de chocolates na outra.
— Você está adiantado — Natasha comentou, caminhando até ele. — Os Vingadores só chegam às sete.
— Eu não sou visita, sou co-anfitrião — James respondeu, colocando as coisas na mesa de entrada. Ele olhou ao redor, absorvendo a atmosfera quente. — Onde está a pequena bruxa?
— No quarto. Provavelmente decidindo qual suéter de Natal é menos "vergonhoso" para usar na frente do Tony Stark.
James riu. Ele olhou para o corredor, certificando-se de que a porta de Emma estava fechada. Então, ele olhou para Natasha.
O sorriso dele mudou. Ficou mais denso, mais faminto.
— Vem cá — ele murmurou.
Antes que Natasha pudesse responder, ele a puxou pelo braço, arrastando-a para o canto da sala, atrás da árvore de Natal, longe da linha de visão do corredor e da entrada.
Ele a prensou suavemente contra a parede, uma mão de carne espalmada ao lado da cabeça dela, a mão de metal segurando a cintura dela com firmeza.
— Feliz Natal, moya — ele sussurrou, roçando os lábios nos dela.
— Feliz Natal, James — ela respondeu, a voz já falhando.
O beijo não foi casto. Foi profundo, lento e devastadoramente íntimo. James a beijou como se quisesse compensar todos os Natais que eles passaram separados, congelados ou em missão. A língua dele invadiu a boca dela com uma propriedade que fez os joelhos de Natasha cederem. Ela derreteu contra ele, as mãos subindo para agarrar o suéter dele, o mundo lá fora desaparecendo completamente.
Ela suspirou contra a boca dele, um som de satisfação pura que fez James rosnar baixo na garganta.
— Atenção, Chefe. — A voz suave e feminina da nova I.A. de Natasha, Aelita, ecoou pelos alto-falantes invisíveis. — O código de acesso "Gavião Velho e Cansado" foi inserido no painel do térreo. Clint Barton está subindo.
James rompeu o beijo, mas não se afastou. Ele encostou a testa na de Natasha, ambos ofegantes, os lábios inchados e vermelhos.
— "Gavião Velho e Cansado"? — James perguntou, rindo contra a pele dela.
— Ele odeia esse código — Natasha sorriu, tentando recuperar o fôlego e alisar a roupa. — É por isso que eu mantenho.
Nesse momento, a porta do quarto de Emma se abriu com um estrondo.
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Daughter of No One
FanficHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
