Capítulo 129

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A Sala Vermelha não era apenas uma base; era um leviatã. Uma estrutura colossal de metal cinza-chumbo, suspensa acima das nuvens como uma cidade flutuante, escondida do mundo por painéis de reflexão térmica e uma rede de interferência de radar que fazia qualquer satélite enxergar apenas espaço vazio. Durante treze anos, ela operou na sombra do ruído estático, intocável, invisível, onipresente.

Para invadir um fantasma, você não pode simplesmente bater na porta. Você precisa se tornar uma assombração maior.

Jato Stealth do MI6 (Modificado pelas Indústrias Stark). 20 km da Fortaleza.

O cockpit estava mergulhado no escuro. Nenhuma luz de painel, nenhuma comunicação de rádio. Tony Stark estava no assento do copiloto, usando o traje do Homem de Ferro, mas com o capacete aberto. — Estamos entrando na zona de exclusão — Tony sussurrou. — A blindagem térmica está segurando, mas se eles olharem pela janela, somos um alvo fácil.

No comando, James Bond pilotava com uma precisão cirúrgica, mantendo o jato na esteira de turbulência de um avião comercial que passava quilômetros abaixo, usando-o como escudo sonoro. — Prepare o pacote, Q — Bond ordenou calmamente.

No compartimento de carga, a "Cavalaria" estava pronta. Steve Rogers ajustava as correias do escudo. Clint Barton verificava suas flechas de pulso eletromagnético. Sam Wilson testava os flaps das asas. Yelena Belova afiava suas facas com uma expressão assassina. E Bucky Barnes... Bucky estava parado perto da rampa traseira, segurando o rifle de assalto com a mão de metal. Ele não se movia. Ele vibrava na mesma frequência de ódio puro que o impulsionava.

Atenção — a voz de Q soou nos comunicadores de ouvido. — Estamos a trinta segundos da interceptação. O Protocolo Icarus entra em vigor em 3... 2... 1.

Lá fora, Tony Stark fechou o capacete. — Sexta-feira, apague as luzes deles.

Tony ejetou do jato. Ele não ativou os propulsores repulsores barulhentos. Ele usou propulsores de manobra silenciosos para planar até o casco superior da Sala Vermelha. Ele pousou na fuselagem externa como um inseto metálico. — Conectado — Tony disse. — Injetando vírus de loop de sensor.

No centro de comando da Sala Vermelha, os radares não mostraram um ataque. Eles mostraram... nada. As telas congelaram por dez segundos. Dez segundos era tudo o que eles precisavam.

O jato do MI6 acelerou. Não houve pouso suave. Bond alinhou a aeronave com a doca de carga secundária e disparou ganchos magnéticos de atracamento. THUD. O impacto sacudiu a fortaleza inteira.

— Brecha! — Steve gritou.

Tony, do lado de fora, disparou o Unibeam no centro da porta da eclusa de ar, derretendo o aço reforçado em segundos. A descompressão foi violenta, sugando o ar para fora, mas as botas magnéticas dos Vingadores os mantiveram no chão. Eles entraram.

Corredor do Setor C. Nível de Hangar.

O alarme finalmente soou. Uma sirene estridente, vermelha e pulsante. Portas se abriram e o exército de Dreykov inundou o corredor. Não eram soldados comuns. Eram Viúvas. Dezenas delas. Vestidas em trajes táticos pretos e brancos, movendo-se com a fluidez letal que Natasha tinha tornado famosa.

— Não atirem para matar! — Steve Rogers ordenou, levantando o escudo para bloquear uma rajada de balas. — Elas estão sob controle mental!

Essa era a crueldade da defesa de Dreykov: ele usava vítimas como escudos humanos. Clint disparou flechas de gás sonífero e redes elétricas. Sam voava baixo, usando as asas para derrubar as meninas sem quebrar ossos. Steve lutava como um tanque defensivo, apenas nocauteando.

Daughter of No OneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora