Capitulo 74

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Vauxhall, Londres. Sábado de Manhã.

O elevador privativo se abriu com um ding suave, revelando não apenas um apartamento, mas uma declaração de poder.

A nova casa de Natasha Romanoff não era um esconderijo. Era uma fortaleza de vidro suspensa sobre o Rio Tâmisa. Localizada a poucos minutos a pé da sede do MI6, a cobertura tinha paredes inteiras de janelas que ofereciam uma vista panorâmica de Londres cinzenta e majestosa, com o Parlamento e a London Eye ao fundo.

O piso era de mármore aquecido, a decoração minimalista e moderna, com toques de conforto que claramente eram influência de Laura Barton (como as mantas de cashmere jogadas nos sofás de design italiano).

— Uau — Emma soltou, girando no meio da sala de estar imensa. Ela largou a mochila no chão. — Isso é... um pouco diferente do Brooklyn.

— O MI6 paga bem quando você é a única pessoa no mundo qualificada para o cargo — Natasha disse, trancando a porta do elevador. Ela usava uma roupa casual, jeans e um suéter creme, mas seus olhos varriam o ambiente como se verificassem perímetros. — O seu quarto é a segunda porta à direita.

Emma correu pelo corredor. Quando ela abriu a porta, arfou. O quarto era enorme. Maior do que o dormitório da Grifinória inteiro. Tinha uma cama king size com lençóis de seda verde-musgo, uma estante de livros do chão ao teto (que já estava parcialmente preenchida com livros trouxas e mágicos) e uma janela enorme com um assento acolchoado para leitura, com vista direta para o rio.

— A Wanda está no fim do corredor, no lado esquerdo — Natasha encostou no batente da porta, observando a reação da filha com um sorriso satisfeito. — O quarto dela tem isolamento acústico reforçado, caso a magia saia do controle durante um pesadelo.

Emma se jogou na cama, testando o colchão. — É perfeito, Nat. Sério. É incrível.

Emma se levantou e continuou a explorar. Ela passou pelo quarto de Natasha (impecável e militarmente arrumado), pelo banheiro principal (que parecia um spa) e parou diante de uma porta de madeira escura no final do corredor, oposta à suíte de Natasha.

A porta não tinha maçaneta comum. Tinha um painel biométrico e, se Emma estreitasse os olhos, podia ver um leve brilho de runas de proteção gravadas na madeira.

— O que tem aqui? — Emma perguntou, estendendo a mão instintivamente.

Não toque.

A voz de Natasha não foi um grito, mas foi um estalo de chicote. Fria. Autoritária. A voz da Viúva Negra.

Emma congelou, a mão a centímetros da madeira. Ela se virou, assustada. Natasha estava no meio do corredor. A postura relaxada tinha sumido.

— Essa porta fica trancada, Emma — Natasha disse, caminhando até ela. — O tempo todo. Você nunca, sob nenhuma circunstância, tenta entrar aí. Nem com magia, nem com gazuas, nem por curiosidade.

— É seu escritório? — Emma perguntou, recolhendo a mão, sentindo uma pontada de medo misturada com a curiosidade. — Por que tanta proteção?

Natasha parou na frente dela, bloqueando a visão da porta. — Porque o que está aí dentro não é para os seus olhos. São arquivos que misturam ameaças mágicas e militares. Nomes de Comensais da Morte que o governo britânico está caçando, armas experimentais... coisas que, se você visse, colocariam um alvo ainda maior nas suas costas.

Natasha segurou os ombros de Emma, olhando-a nos olhos. — Eu confio em você, Emma. Mas eu não confio no que esse escritório representa. Eu preciso separar os mundos. Lá dentro, eu sou a 001. Aqui fora... eu sou só eu. Entendeu?

Daughter of No OneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora