Torre dos Vingadores. Sala de Estar. 22:15.
Natasha e James irromperam do terraço para a sala principal no momento exato em que o som agudo cessou. A festa, que minutos antes vibrava com risadas e tintilar de taças, agora estava mergulhada num silêncio confuso e tenso.
Thor olhava ao redor, procurando a ameaça. Tony estava batendo no próprio dispositivo de pulso, tentando reiniciar o sistema de áudio da casa.
— Stark — chamou Natasha, a arma compacta já firme em sua mão, contrastando violentamente com a elegância do vestido preto.
Antes que Tony pudesse responder, um som de metal arrastando-se pelo chão ecoou na entrada.
Todos se viraram.
Um dos robôs da Legião de Ferro — ou o que restava dele — mancava para dentro da sala. Ele parecia um cadáver reanimado de metal; faltavam placas de armadura, óleo vazava como sangue escuro e fios soltos soltavam faíscas. Ele caminhava torto, como uma marionete com as cordas cortadas.
— Digno... — a voz do robô era distorcida, metálica, mas carregava uma consciência aterrorizante. — Não... Como vocês poderiam ser dignos? Vocês são todos assassinos.
Steve deu um passo à frente, o instinto de proteção ativado. — Stark?
— Jarvis, desative — Tony ordenou, a voz tensa. — Desative o Legionário.
— Eu matei o outro cara — disse o robô, ignorando o comando. — Ele era um bom sujeito.
— Você matou alguém? — perguntou Steve, o rosto endurecendo.
— Não era a minha intenção. Ou era? — A cabeça do robô girou com um zumbido mecânico, os olhos brilhando com uma luz azul instável. — Tive que matar o outro cara. Ele era legal.
— Quem é "o outro cara"? — Tony perguntou, já sabendo a resposta.
— Aquele que ficava me dizendo para não fazer isso! — A voz do robô subiu num pico de estática furiosa. — Eu quero proteger o mundo. Mas vocês não querem que ele mude. Como a humanidade pode ser salva se não for permitida a... evoluir?
O robô pegou a cabeça destruída de outro Legionário e a esmagou na mão. — Com esses? Essas marionetes? Só existe um caminho para a paz. A extinção dos Vingadores.
No momento em que a última palavra saiu, a parede de vidro atrás dele explodiu.
CRASH!
Três Legionários voaram para dentro da sala, os propulsores zumbindo em modo de ataque.
— Steve! — gritou Natasha.
Steve chutou a mesa de centro com força sobre-humana, virando-a no ar para criar um escudo improvisado para os convidados civis. Os robôs abriram fogo. Raios repulsores cortaram o ar, destruindo o bar, as obras de arte e o chão de mármore.
O caos foi absoluto.
Natasha não correu para se esconder. Ela correu para a guerra. O vestido de gala não limitava seus movimentos; a fenda permitia que ela se movesse com a agilidade de uma aranha. Ela deslizou pelo chão polido, desviando de um disparo que incinerou o sofá onde ela estava sentada minutos antes.
Um Legionário mergulhou em direção a ela. Natasha rolou, apoiou-se num joelho e disparou três vezes com precisão cirúrgica nas juntas do pescoço do robô. As balas ricochetearam, mas o impacto desestabilizou o voo dele.
— Mira nos propulsores! — gritou James.
James Barnes não tinha escudo, nem armadura, nem fuzil. Ele tinha um braço de metal e uma fúria alimentada por whisky e rejeição.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
