Capitulo 96

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— Ele voltou — Q disse, ofegante, parado na porta. — Hollis. Ele está na segurança do subsolo. Ele disse que tem "arquivos de seguro" que podem restaurar o sistema, mas só entrega se for reintegrado.

Ela caminhou até o banco onde estavam suas coisas. Ela pegou um moletom preto da Nike, grande demais (provavelmente de James), e o vestiu por cima do top de ginástica

— Onde ele está? — A voz dela era um sussurro rouco.

— Sala de Interrogatório 4 — Q respondeu, engolindo em seco, correndo atrás dela enquanto ela marchava para o elevador. — Natasha, o Protocolo diz que você não pode...

Natasha apertou o botão do subsolo com força suficiente para quase quebrar o painel. — O Protocolo que se foda, Q.

Sala de Interrogatório 4.

Sebastian Hollis (004) estava sentado à mesa de metal, sorrindo presunçoso para o espelho falso. Ele sabia que o MI6 estava cego sem os dados. Ele sabia que tinha uma moeda de troca.

A porta se abriu com um estrondo. Ele se virou, esperando ver Mallory ou um advogado.

Ele viu um vulto preto. Antes que ele pudesse dizer "Diretora", Natasha atravessou a sala. Ela não parou para conversar. Ela saltou sobre a mesa, chutando a cadeira dele com os dois pés, lançando-o contra a parede de concreto com um baque seco e brutal.

Hollis caiu no chão, tossindo, tentando puxar ar. — Você ficou louca?! — ele gritou, tentando se levantar.

Natasha o agarrou pelo colarinho da camisa cara e o levantou do chão com uma força que parecia impossível para o tamanho dela. Ela o jogou contra a mesa de metal, prendendo-o lá.

— Você disse que tem os arquivos — ela rosnou, o rosto a centímetros do dele, os olhos verdes escurecidos pelo capuz e pelo ódio. — Onde estão?

— Eu... eu quero um acordo! — Hollis engasgou, sorrindo com os dentes sujos de sangue. — Reintegração total. Aumento de salário. E um pedido de desculpas formal seu...

CRACK.

Natasha quebrou o nariz dele com uma cabeçada. Sem aviso. Sem hesitação. Hollis gritou, levando as mãos ao rosto, o sangue jorrando entre os dedos.

Q, que assistia da porta, virou o rosto, pálido.

Natasha agarrou o cabelo de Hollis e bateu a cabeça dele na mesa. Uma. Duas vezes. — Não brinque comigo, Sebastian! — ela gritou, a voz ecoando na sala pequena. — Você não explodiu aquele carro por incompetência. Ninguém é tão estúpido! Você sabia que o Dead Man's Switch ia ativar!

Ela torceu o braço dele nas costas, forçando a articulação até o limite. — Por que você cegou a agência? Quem te pagou?

— Ninguém! Foi um erro tático! — Hollis chorou.

Natasha aumentou a pressão. O ombro dele estalou. — Eu vou quebrar cada osso da sua mão, um por um. E depois vou começar pelos pés. Você tem dez segundos.

— ARGH! TÁ BOM! — Hollis berrou, a dor quebrando sua arrogância. — Tá bom! Para!

Natasha aliviou a pressão milimetricamente. — Fale.

Hollis choramingou, o rosto esmagado contra o metal frio. — Eu tinha dívidas... jogo em Montenegro... eles disseram que perdoariam tudo.

— Quem? — Natasha pressionou o cotovelo na nuca dele.

— O Comprador! — Hollis confessou, soluçando. — O comprador do Vibranium! Ele queria que o sistema caísse. Ele queria que o transporte ficasse invisível por 48 horas!

Daughter of No OneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora