Capitulo 99

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Escritório Privado da Diretora. 20 Minutos Depois.

Natasha entrou na sua sala privada, mas não trancou a porta. Ela caminhou até a mesa, jogou a pasta de relatórios sobre o tampo de vidro e olhou para o monitor de segurança na parede.

Lá estava ele. James Barnes estava no corredor, andando de um lado para o outro como um tigre enjaulado, a mão de metal abrindo e fechando em um tique nervoso. Ele estava furioso. O comentário de Bond sobre a "troca de roupa no carro" tinha sido gasolina numa fogueira que já estava queimando há dias.

Eles não transavam desde a briga sobre a Câmara Secreta. O medo dele de perdê-la tinha se transformado em superproteção, a superproteção dela em frieza, e o resultado era uma cama gelada e dois corpos queimando de necessidade reprimida.

Natasha sorriu para a tela. Um sorriso predatório. Ela apertou o botão do interfone. Click. A porta se destrancou.

— Entre, James — ela disse, a voz calma, sem olhar para trás.

A porta se abriu com violência. James entrou, fechando-a atrás de si com força suficiente para fazer os diplomas na parede tremerem. Ele estava respirando pesado. O ciúme estava distorcendo a racionalidade dele, e Natasha achou aquilo fascinante.

— Você se trocou na frente dele — James acusou, sem "bom dia", sem preâmbulos. Ele parou no meio da sala, os olhos fixos nas costas dela. — No carro. Num espaço de um metro quadrado.

Natasha se virou. Ela não respondeu imediatamente. As mãos dela foram para o puxador do zíper do macacão tático, logo abaixo do pescoço.

— Foi uma necessidade operacional, James — ela disse, descendo o zíper devagar. O som do metal deslizando ecoou no silêncio tenso. — Bond estava dirigindo a 260 km/h. Ele não podia tirar os olhos da estrada.

— Bond é um espião, Natasha! — James gritou, dando um passo à frente. — Ele tem visão periférica! Ele viu...

A voz dele morreu na garganta.

Natasha abriu o macacão e o deixou escorregar pelos ombros. Os braços saíram das mangas. O tecido pesado caiu no chão, formando uma poça preta aos pés dela.

Ela não estava usando roupas de baixo táticas e funcionais hoje. Ela estava usando um conjunto de renda preta. Transparente nos lugares certos, indecente em todos os outros. O sutiã balconette realçava o colo pálido, e a calcinha de renda deixava muito pouco para a imaginação.

James parou. O cérebro dele sofreu um curto-circuito. A raiva ainda estava lá, pulsando nas têmporas, mas agora ela estava misturada com uma luxúria violenta. Fazia semanas que ele não a via assim. Semanas que ele não a tocava.

Natasha caminhou até o armário embutido, agindo como se estivesse sozinha, como se o homem mais perigoso do mundo não estivesse a três metros de distância devorando-a com os olhos.

— O que você estava dizendo? — ela perguntou, pegando uma saia lápis bege e uma camisa de seda branca. — Que ele viu o quê?

James engoliu em seco. O olhar dele estava preso na curva da cintura dela, descendo para as pernas torneadas e nuas. — Ele viu... isso? — James perguntou, a voz rouca, apontando para ela. — Ele viu você assim?

— Ele viu o necessário — Natasha respondeu, enigmática. Ela não confirmou, nem negou. Deixou a imaginação dele fazer o trabalho sujo.

Ela se sentou na poltrona de couro para calçar as meias. James assistiu, hipnotizado e torturado, enquanto ela desenrolava a meia-calça fina e transparente. Ela esticou a perna, deslizando o tecido de nylon pela panturrilha, pela coxa, alisando a pele com as mãos. O movimento era lento. Deliberado.

Daughter of No OneOnde histórias criam vida. Descubra agora