Seul, Coreia do Sul. Rodovia Expressa. 14:45.
O mundo era um borrão de concreto cinza e carros buzinando a 120 km/h.
Natasha pilotava a moto elétrica preta como se fosse uma extensão do seu próprio sistema nervoso. Ela costurava o trânsito, o corpo quase raspando no asfalto nas curvas, os olhos fixos no enorme caminhão-laboratório da U-Gin que rasgava a rodovia à frente.
— Ele está no caminhão! — a voz de Steve gritou pelo comunicador. — E ele não está feliz!
No teto do caminhão em movimento, uma batalha de titãs acontecia. Steve Rogers e Ultron trocavam golpes que amassavam o metal reforçado do contêiner.
Mas Steve não estava sozinho.
James Barnes estava lá.
Ele havia saltado de um viaduto segundos antes, aterrissando com um baque pesado no teto do caminhão, logo atrás de Ultron. Ele não tinha escudo. Ele tinha uma faca de combate, uma pistola automática e um braço de vibranium que brilhava sob o sol da tarde.
— Ei, lata velha! — James rugiu.
Ultron girou a cabeça metálica, mas James foi mais rápido. O Soldado Invernal avançou, desviando de um disparo de energia e acertando um soco de metal na articulação do joelho do robô. O som foi de um gongo sendo espancado. Ultron cambaleou, e Steve aproveitou para acertá-lo com o escudo no peito.
— Natasha, o pacote! — gritou Clint, sobrevoando a cena com o Quinjet, a rampa traseira aberta. — Eu preciso de uma janela!
— Estou criando a janela! — Natasha respondeu.
Ela acelerou a moto, emparelhando com o caminhão. — James, segura ele!
James viu Natasha pelo canto do olho. Ele sabia o que ela ia fazer. Era suicídio. — Não faz isso, Natalia! — ele gritou no rádio, enquanto bloqueava um soco de Ultron que teria arrancado a cabeça de um homem normal.
Natasha ignorou. Ela largou a moto em alta velocidade, deslizando por baixo do caminhão em movimento. Com uma precisão impossível, ela ativou os propulsores das botas e se lançou para dentro do contêiner aberto, onde o Berço de Regeneração brilhava em azul pulsante.
Lá dentro, sentinelas de Ultron a esperavam.
— Ah, qual é! — Natasha resmungou, sacando os bastões de choque.
Ela lutou num espaço confinado, cercada por robôs, enquanto o caminhão ziguezagueava na pista. Ela derrubou um, explodiu a cabeça de outro e correu para o Berço.
— Clint, agora! — ela gritou, conectando os cabos de içamento do Quinjet no Berço.
O jato puxou. O teto do caminhão se rasgou como papel. O Berço subiu aos céus, seguro.
— Eu peguei! — comemorou Clint. — Nat, sai daí!
Mas o caminhão, agora sem o peso do Berço e com a cabine destruída pela luta de Steve e James, estava fora de controle. Ele guinou violentamente para a esquerda, batendo na mureta de proteção.
No teto, o impacto lançou Steve para longe, caindo em cima de um carro que passava.
James cravou os dedos de metal no teto do caminhão para não cair, mas olhou para dentro do buraco rasgado.
— NATALIA!
Ela estava lá dentro, tentando se levantar em meio aos destroços e sentinelas quebrados. O caminhão estava indo direto para um pilar de sustentação de um viaduto.
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Daughter of No One
FanfictionHarry e Emma Potter cresceram acreditando que eram normais, insignificantes e indesejados pelos tios que os criaram. Sob a escada da Rua dos Alfeneiros, n.º 4, eles dividiam o escuro, a fome e o silêncio, sem saber que seus nomes eram lendas em um m...
